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	<title>coleção moraes-barbosa</title>
	<link>https://moraes-barbosa.com</link>
	<description>coleção moraes-barbosa</description>
	<pubDate>Wed, 10 Sep 2025 18:20:46 +0000</pubDate>
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		<title>Início</title>
				
		<link>https://moraes-barbosa.com/Inicio</link>

		<pubDate>Tue, 24 Oct 2023 14:07:03 +0000</pubDate>

		<dc:creator>coleção moraes-barbosa</dc:creator>

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David Wojnarowicz: Efêmera &#38;amp; Filmes

&#38;nbsp;com curadoria de 

Krist Gruijthuijsen

24 de janeiro à 21 de março de 2026
Ephemera &#38;amp; Film (Efêmera &#38;amp; Filmes) marca a primeira exposição de David Wojnarowicz no Brasil. Exibindo filmes e materiais de arquivo coletados ao longo da última década pela coleção moraes-barbosa, incluindo fotografias, provas de impressão, cartões de convite, publicações, serigrafias e filmes em 16mm e Super 8. Juntos, esses materiais traçam sua prática artística enraizada nas interseções da história pessoal, da resistência política e da crítica cultural.




	&#60;img width="1754" height="2480" width_o="1754" height_o="2480" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/d4f6b56baf26b643248d517e209e3289584936c0a81d5775a144d00297854a72/DW_posters_FINAL.png" data-mid="244086057" border="0" data-scale="61" src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/d4f6b56baf26b643248d517e209e3289584936c0a81d5775a144d00297854a72/DW_posters_FINAL.png" /&#62;




	
	Nightfall

de Aziz Hazara com curadoria de Leonardo Bigazzi
30 de agosto à 20 de dezembro de 2025
Nightfall, a primeira exposição individual de Aziz Hazara na América Latina, apresenta uma série de trabalhos que se baseiam nas consequências materiais e psicológicas de décadas de ocupação estrangeira, apagamento cultural e subjugação econômica no Afeganistão. Em sua obra, Hazara revela uma escuridão que não é um cenário, mas uma condição. Um local de atritos e negociações constantes, onde o silêncio e o ruído, a presença e o desaparecimento, se tornam estratégias para navegar em paisagens contestadas. 
	&#60;img width="1166" height="1550" width_o="1166" height_o="1550" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/ec1e10961057793c95ede5e7d78c764dc63faf289fab2d95d3e77e4fd83a08d2/nightfall-hazara.png" data-mid="238060648" border="0" data-scale="62" src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/ec1e10961057793c95ede5e7d78c764dc63faf289fab2d95d3e77e4fd83a08d2/nightfall-hazara.png" /&#62;


	
	photograph of photograph of photographs of photographs or she wanted to know more about this

organizado com Pontogor e Joaquim Pedro
29 de março a 29 de junho de 2025
A exposição apresenta ao público obras da artista norte-americana Louise Lawler e do brasileiro Mauro Restiffe. Este recorte está disposto no espaço da coleção moraes-barbosa, abrindo diálogos e caminhos para reflexão sobre dois eixos principais: a fotografia como meio, começo e fim – ou uma ideia de captura e/ou criação de imagens – e o registro de obras de outros artistas, caracterizando a apropriação.
A coleção moraes-barbosa ocupa seu espaço para que as “lacunas” entre as imagens (nas imagens) abram possibilidades de questionamentos a partir de novos olhares, do já observado e re-observado por esses dois artistas com perspectivas e carreiras distintas, que se encontram em diálogo nesta exposição.&#38;nbsp;

	&#60;img width="1080" height="1350" width_o="1080" height_o="1350" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/2890edec5d052e334521a8b25c941f56ff9764dce3c48b85865c6c42259e379e/LR_sm_whatsapp-LL-02.png" data-mid="229525593" border="0" data-scale="62" src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/2890edec5d052e334521a8b25c941f56ff9764dce3c48b85865c6c42259e379e/LR_sm_whatsapp-LL-02.png" /&#62;



	
	

Dial-A-Poem 
Brasil

curadoria: Marcela Vieira18 de janeiro de 2025

A coleção moraes-barbosa lança nesta ocasião a versão brasileira de Dial-A-Poem, uma das obras de John Giorno de maior repercussão internacional. Com curadoria de Marcela Vieira, o projeto reúne leituras de 54 poetas, artistas, pesquisadores e escritores brasileiros. O foco da curadoria e, consequentemente, a seleção dos convidados, buscou investigar como vozes contemporâneas de diferentes origens, influências, regiões, gerações e estilos imaginam e reinventam um tema caro a Giorno, o erotismo – e, por extensão, a linguagem e a performance sonora.&#38;nbsp;


 





	&#60;img width="1301" height="781" width_o="1301" height_o="781" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/c6f20115d8bd503b878ff0939502ea998bab0c6053ec1782f6cbcabf0e400e72/DAP_USA-antigo.png" data-mid="224394524" border="0" data-scale="62" src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/c6f20115d8bd503b878ff0939502ea998bab0c6053ec1782f6cbcabf0e400e72/DAP_USA-antigo.png" /&#62;



	
	

Exposição: Sit In My Heart And Smile

curadoria:&#38;nbsp;Marcela Vieira
18 de janeiro a 15 de março de 2025


De título homônimo a uma das serigrafias de John Giorno (1936-2019), acontece de 18 de janeiro a 20 de março no espaço da coleção moraes-barbosa, em São Paulo. A exposição resgata parte da produção de Giorno em mostra que acompanha a obra do poeta no formato impresso, em gravações em LPs, em leituras performáticas, em suportes como o telefone e a serigrafia.
Frequentador assíduo de um círculo de escritores da vanguarda norte-americana, como William Burroughs, John Ashbery, Allen Ginsberg, Bernadette Mayer e Anne Waldman, John Giorno interessou-se desde cedo pela experimentação da palavra em diferentes mídias, explorando não apenas os efeitos poéticos favorecidos por essas incursões como também novas maneiras de interagir com o público. Poeta sensível à influência artística da cena artística dos anos 1960-1970, sobretudo quando se tratava da cultura pop e dos avanços tecnológicos que estimulavam o encontro entre arte e ciência, Giorno ousou em investigações até então inéditas para o contexto poético. 





	&#60;img width="519" height="514" width_o="519" height_o="514" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/db80c75a400a385e98a23c214e480448d1c69bf2eee0874d15ca343f4781615a/sit_in_my_color-copy.jpg" data-mid="224425592" border="0" data-scale="62" src="https://freight.cargo.site/w/519/i/db80c75a400a385e98a23c214e480448d1c69bf2eee0874d15ca343f4781615a/sit_in_my_color-copy.jpg" /&#62;






	

	Exposição: I’ve Always Loved Jezebel

organização: Thiago Tannous, Pontogor e Joaquim Pedro.

10&#38;nbsp;de outubro a 09 de novembro de 2024
Em interpretações correntes, Jezebel é frequentemente descrita como a rainha que domina seu marido, persuadindo-o a fazer o mal. Essas interpretações foram relativizadas ao longo do tempo. Ao refletir sobre o personagem, Lawrence Weiner não se filiou a visões maniqueístas. Preferiu ressaltar a ambiguidade e as possibilidades de divergência entre interpretações subjetivas.
	&#60;img width="1304" height="1006" width_o="1304" height_o="1006" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/b49f34a4cf18aae3e9d8517e2f72960f58d262f1e73d41071b45e908ca71813b/1728061169435-untitled-design-5.png" data-mid="220198755" border="0" data-scale="62" src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/b49f34a4cf18aae3e9d8517e2f72960f58d262f1e73d41071b45e908ca71813b/1728061169435-untitled-design-5.png" /&#62;


	
	Exposição: Until We Became Fire and Fire Us

organização: Basel Abbas &#38;amp; Ruanne Abou-Rahme

05
de setembro a 12 de dezembro de 2024
O projeto consiste em uma instalação multimídia com múltiplos canais de som e vídeo. Explorando formalmente a ideia de assombrações no seu conteúdo auditivo e visual e na forma como este material aparece e desaparece num determinado espaço. Às vezes aparecendo como poesia de uma voz dissonante, de uma melodia quebrada ou de flashes intensos de texto e vídeo, ou até mesmo como uma marca de uma terra proibida, de um amor proibido.
	&#60;img width="1386" height="1964" width_o="1386" height_o="1964" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/0d9d36eb0d1d91857246ea37cfe7353500280b2d3f7bbd8877180e6b9b7fe16d/Screen-Shot-2024-09-22-at-14.13.25.png" data-mid="218485508" border="0" data-scale="62" src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/0d9d36eb0d1d91857246ea37cfe7353500280b2d3f7bbd8877180e6b9b7fe16d/Screen-Shot-2024-09-22-at-14.13.25.png" /&#62;


	
	exposição: a distância entre você e stanley brouwn cada vez que você se lembrar dessa sentença_zdb
org. deyson gilbertabertura 2 de setembro de 2024talvez o primeiro ponto seja o de se evitar um possível equívoco: o de conceder à invisibilidade brouwniana certo contorno de corpo fechadocomo se sua negatividade fatalmente esculpisse no ar o osso de uma aparição estética transfiguradacomo se sua recusa à imagem devesse necessariamente impor aos nossos olhos o fogo-fátuo de uma hipostasia estética de halocomo se, ao se apagar as luzes de uma sala trancada repleta de gatos vivos e mortos, pudéssemos metafisicamente gritar, à revelia de todo o sangue coagulado:
sim! sim! 
aqui todos os gatos são pardos! 

s.a. falando sobre s.b. em entrevista a d.g.
	&#60;img width="446" height="645" width_o="446" height_o="645" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/48e594929e6e52af3de2aac4b99382b11f359dcba09418708e5a0cd5f019083a/Screen-Shot-2024-10-23-at-12.10.58-PM.png" data-mid="220199078" border="0" data-scale="100" src="https://freight.cargo.site/w/446/i/48e594929e6e52af3de2aac4b99382b11f359dcba09418708e5a0cd5f019083a/Screen-Shot-2024-10-23-at-12.10.58-PM.png" /&#62;

	
	Exposição: 
Preencha de acordo com suas próprias concepções:A experiência gráfica de Tomma Wember, 
Paul Wember e Johannes Cladders

curadoria&#38;nbsp;Tina Merz15&#38;nbsp;de junho a 17 de agosto de 2024


Entre os anos 1960-70, artistas, curadores e galeristas experimentaram diferentes formas de se fazer uma exposição valendo-se muitas vezes de recursos do território gráfico. O procedimento do catálogo-documento habitual foi substituído pela circulação do trabalho por si mesmo, projetando o museu para fora de suas paredes através de uma exposição portátil e volante, que podia circular pelo mundo. Os trabalhos-catálogo como uma estrutura aberta que ressituava a arte e sua relação com o público, que por adições ou subtrações eram transformados pelas mãos daqueles que algum dia o portaram.

	&#60;img width="797" height="766" width_o="797" height_o="766" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/54cfd087b999c0adeff022e78f6a89ef2e65ff6fa005f5eefb87e0ec4cce662c/Screen-Shot-2024-06-17-at-2.48.09-PM.png" data-mid="213068274" border="0" data-scale="62" src="https://freight.cargo.site/w/797/i/54cfd087b999c0adeff022e78f6a89ef2e65ff6fa005f5eefb87e0ec4cce662c/Screen-Shot-2024-06-17-at-2.48.09-PM.png" /&#62;



	
	

Exposição:Edival Ramosa
 Nova Construção Totêmica

org. André Pitol23 de março a 01 de junho de 2024





“Filho de pai índio e mãe negra”, Edival Ramosa (1940 –2015) é nome incontornável da produção abstrata geométrica do Brasil, ao lado de artistas como Almir Mavignier, Rubem Valentim e Emanoel Araújo. Presente nas principais exposições brasileiras dedicadas à arte contemporânea de matrizes afro-brasileiras dos anos 1970 e 1980, além de inúmeras mostras internacionais, Ramosa ganha agora uma individual que lança novo olhar sobre sua obra, depois de duas décadas de hiato: Nova Construção Totêmica, com curadoria do pesquisador e curador André Pitol, abre no dia 23 de março na coleção moraes-barbosa e revela o potencial que Ramosa enxerga na abstração de criar um espaço artístico racializado na arte contemporânea.


 


	&#60;img width="913" height="1119" width_o="913" height_o="1119" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/c1854209346e1fe8a050b5b1916efed7b6c798b8d838d2ec3df4af7c55aa5929/NOVA_CONSTRUO_TOTMICA_2024.jpg.png" data-mid="207205051" border="0" data-scale="61" src="https://freight.cargo.site/w/913/i/c1854209346e1fe8a050b5b1916efed7b6c798b8d838d2ec3df4af7c55aa5929/NOVA_CONSTRUO_TOTMICA_2024.jpg.png" /&#62;

	
	

Exposição:Práticas de Turismo Transcendental
org. Rosângela Rennó31 de janeiro a 10 de março de 2024




“Ao viajar para um lugar, o/a turista transcendental invoca saberes e memórias — pessoais, emprestadas, ancestrais, enfim, de qualquer gênero que contamine ativamente a sua própria experiência, sem a expectativa de um objetivo a ser alcançado. É auspicioso agregar a uma paisagem dados e experiências pertinentes a outros povos e lugares, construindo pontes delicadas, multidirecionais, permitindo-se novas travessias mentais. Na teoria, se a mirada é prospectiva, isso funciona como se, ao contemplar e registrar o mar, ele/ela se preocupasse mais em demonstrar que aquela imensidão azul é a mesma que toca todas as praias do mundo. De maneira oposta e retrospectiva, seria como olhar para um seixo rolado tentando mapear, na sua superfície, todas as pedras espalhadas pelo mundo nascidas da mesma rocha. Na prática, o foco da câmera deve ser ao mesmo tempo preciso e difuso, enquanto a escrita lança os fundamentos do percurso cujos início e fim são menos importantes do que o meio. Porém, nada disso pode se converter em fórmula ou método: cada experiência é única e cada uma, um novo convite à imaginação de possibilidades, além do espectro do visível, muito além do mundo material.”
 
Rosângela Rennó, 2016/2024
	&#60;img width="3333" height="3333" width_o="3333" height_o="3333" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/80ff6df8c12a51a6c85a865dd9c91070c93ab7661fc7bb55c725eb46533c1831/TT_instagram.png" data-mid="203117680" border="0" data-scale="61" src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/80ff6df8c12a51a6c85a865dd9c91070c93ab7661fc7bb55c725eb46533c1831/TT_instagram.png" /&#62;



	
	Tela plana – coletiva com Jimmie Durham &#38;amp; Maria Thereza Alves, Cinthia Marcelle and Jacolby Satterwhite
org.&#38;nbsp;aarea.co24 de outubro a 04 de dezembro de 2023


Tela plana é uma exposição coletiva organizada pelo aarea a partir de três obras da Coleção moraes-barbosa. Entre outubro e dezembro, serão apresentados vídeos da dupla Jimmie Durham &#38;amp; Maria Thereza Alves, da artista brasileira Cinthia Marcelle e do artista estadunidense Jacolby Satterwhite. O aarea exibirá um trabalho por vez: de 24/10 a 06/11 13, Rue Fenelon (1995), de Jimmie Durham &#38;amp; Maria Thereza Alves; de 06/11 a 20/11 Ao plano (2010-2011), de Cinthia Marcelle; e de 20/11 a 04/12 Reifying Desire 4, de Jacolby Satterwhite. Para a exposição, foi comissionado um texto do artista e pesquisador Maura Grimaldi, que explorou possíveis relações que podem ser traçadas entre os trabalhos. O texto de Maura Grimaldi pode ser lido aqui. 

É a primeira vez que o aarea organiza uma mostra de vídeos e Tela plana se propõe a refletir, justamente, sobre este formato expositivo. Os três trabalhos, de maneiras distintas, desafiam a materialidade de seu suporte, permitindo, assim, reflexões sobre a tela enquanto dispositivo mediador por meio do qual os acessamos no aarea.


	&#60;img width="1920" height="1080" width_o="1920" height_o="1080" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/903f694ccdb879608d94c24a337d7f2ae9134ae00e227efd2e09d88c797abc65/Tela-Plana_zNEWSLETTER_v5.jpg" data-mid="194685955" border="0"  src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/903f694ccdb879608d94c24a337d7f2ae9134ae00e227efd2e09d88c797abc65/Tela-Plana_zNEWSLETTER_v5.jpg" /&#62;

	
	
	

	
	


	

exposição: 
a distância entre você e stanley brouwn cada vez que você se lembrar dessa sentença


org. deyson gilbert
abertura 2 de setembro 
de 2023, 11 às 19htalvez o primeiro ponto seja o de se evitar um possível equívoco: o de conceder à invisibilidade brouwniana certo contorno de corpo fechadocomo se sua negatividade fatalmente esculpisse no ar o osso de uma aparição estética transfiguradacomo se sua recusa à imagem devesse necessariamente impor aos nossos olhos o fogo-fátuo de uma hipostasia estética de halocomo se, ao se apagar as luzes de uma sala trancada repleta de gatos vivos e mortos, pudéssemos metafisicamente gritar, à revelia de todo o 
sangue coagulado:

sim! sim! 

aqui todos os gatos são pardos! 

s.a. falando sobre s.b. em entrevista a d.g.




	&#60;img width="5078" height="3549" width_o="5078" height_o="3549" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/1c96ad89ac427e32cb6f8154a31e8d3df65f2a0c06e3cdd04228149607879f54/SB_cuypers_menor_edit.jpeg" data-mid="194685954" border="0"  src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/1c96ad89ac427e32cb6f8154a31e8d3df65f2a0c06e3cdd04228149607879f54/SB_cuypers_menor_edit.jpeg" /&#62;

	
	Evento:Robert Smithson: Artforum,
1966-73, 
leitura por Carlos Fajardo21 de junho de 2023quarta-feira, 6:30p.m.Galeria Marcelo GuarnieriAlameda Franca, 1054
São PauloNo âmbito da exposição Forse che sì, forse che no / Talvez sim, talvez não Antônio Ewbank e Wallace V. Masuko convidam Carlos Fajardo para
  uma leitura de Robert Smithson: Artforum, 1966-73. O livro reúne textos de Smithson publicados na revista Artforum e destaca a importância da gráfica dos escritos do artista para o debate sobre
sua produção a partir dos anos 60.
Antônio Ewbank, artista visual e pesquisador, tem se dedicado traduzir a obra escrita de Smithson, levando em consideração aspectos como
  como o design dos textos, o uso de imagens, a tipografia e a contexto em que essas revistas circularam. O layout gráfico do livro é do artista Wallace V. Masuko. A opção por uma edição fac-símile, ou exatamente como o original, está ligado à impossibilidade de separar
o verbal e o visual na obra do artista e indica uma crítica perspectiva da tradução.

A publicação, lançada pela Editora Ébria, contou com o apoio da Fundação Holt/Smithson e coleção moraes-barbosa.

O livro poderá ser adquirido no dia 21 de junho durante a atividade, na exposição da cmb ou em Editora Ébria.
_____
A exposição Terra-Palavras (org. Antônio Ewbank and Wallace V. Masuko)permanece aberta até 5 de agosto de 2023

Travessa Dona Paula, 120 - São Paulo - SP, Wednesday to Friday, from 1 pm to 7 pm, Saturdays from 11 am to 7 pm. 

	
	
	&#60;img width="807" height="801" width_o="807" height_o="801" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/cd18de8378f162789be3de6febeca2fdc0618fdcf9774bb8c42885adfaf88104/Screen-Shot-2023-06-19-at-12.27.02.png" data-mid="194685952" border="0"  src="https://freight.cargo.site/w/807/i/cd18de8378f162789be3de6febeca2fdc0618fdcf9774bb8c42885adfaf88104/Screen-Shot-2023-06-19-at-12.27.02.png" /&#62;

	
	



Evento: 

Arte e anestesia: imagem e ausência no abismo da alta reprodutibilidade técnica.





Friday the 19th of may at 2:30pm, Cris Ambrosio e Deyson Gilbert 
apresentam “Arte e anestesia: imagem e ausência no abismo da alta reprodutibilidade técnica.”- coleção moraes- barbosa - no Colégio das Artes, Universidade de Coimbra. Entrada gratuita.Colégio das ArtesApartado 3066 3001-401 Coimbra

Portugal




	&#60;img width="452" height="640" width_o="452" height_o="640" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/f2d2a4ebd4cd17ac117d0504a916efc9cf0dacfbb624d8ad53af3c843b93e5ef/WhatsApp-Image-2023-05-15-at-19.37.42.jpeg" data-mid="194685951" border="0"  src="https://freight.cargo.site/w/452/i/f2d2a4ebd4cd17ac117d0504a916efc9cf0dacfbb624d8ad53af3c843b93e5ef/WhatsApp-Image-2023-05-15-at-19.37.42.jpeg" /&#62;



	
	

Exposição e nova&#38;nbsp;tradução publicada:
EARTH-WORDS, Robert Smithson: Artforum 
1966-73
org. Antônio Ewbank and Wallace V. Masuko
abertura&#38;nbsp;dia 06 de maio de 2023, 11h às 17h. visitação até dia&#38;nbsp;8 de agosto de 2023
A linguagem escultórica de Robert Smithson não se resume a objetos comumente encontrados em museus e galerias, nem a projetos de larga escala, que exploram grandes espaços fora dos centros urbanos. Ela também amarra sua produção textual, publicada principalmente em revistas de arte norte-americanas nos anos de 1960 e 1970. Com o apoio da Holt/Smithson Foundation e da coleção moraes-barbosa, Robert Smithson: Artforum 1966-73 é lançado na ocasião dos 50 anos de morte do artista, contendo todos os textos publicados nessa revista, e pela primeira vez, em tradução fac-similar. Simultaneamente, a exposição Terra-Palavras aborda o pensamento escultórico de Smithson a partir de um conjunto de peças gráficas que fazem parte do acervo da cmb.



A publicação pode ser adquirida em&#38;nbsp;Editora Ébria, ou no espaço expositivo da&#38;nbsp;cmb:  Travessa Dona Paula, 120 - São Paulo - SP, quarta à sexta-feira, 13h ás 19h, ou sábados de 11h às 19h.



	&#60;img width="800" height="800" width_o="800" height_o="800" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/20f169fef4c4870e1a144ce52329cf1763936a40defeead1fba3f3fb80cc509d/FotografiaRasgada_RobertSmithson_1.png" data-mid="194685950" border="0"  src="https://freight.cargo.site/w/800/i/20f169fef4c4870e1a144ce52329cf1763936a40defeead1fba3f3fb80cc509d/FotografiaRasgada_RobertSmithson_1.png" /&#62;

	
	

Conversa aberta: ANESTESIA, ANISTIA, AMNESIA: Regina José Galindo
mediada por 
Tom Nóbrega and&#38;nbsp;Cris Ambrosio

29 de março de 2023 ás 19hGravação do encontro disponivel aqui.


	&#60;img width="720" height="710" width_o="720" height_o="710" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/136b10c7d3888aec76e363ee6dcaae4e40ad999f98758cdad39a9c3262778d60/GALINDO_convite_quadrado-corrigido.png" data-mid="194685949" border="0" data-scale="74" src="https://freight.cargo.site/w/720/i/136b10c7d3888aec76e363ee6dcaae4e40ad999f98758cdad39a9c3262778d60/GALINDO_convite_quadrado-corrigido.png" /&#62;

	
	

Programa de Textos: 

Uma cosmogonia periférica: sobre a 6ª Bienal de Arte de São Paulo
Erica Ferrari“Toda a arte moderna inspirou-se na arte dos povos periféricos [...]’– com essa clareza de percepção, o crítico Mário Pedrosa empreendeu algumas das propostas mais radicais para o circuito artístico institucional brasileiro. Entre elas, a 6ª Bienal de Arte de São Paulo, por ele organizada em 1961, trouxe produções de diferentes [supostas] ‘periferias’, de variadas épocas, de contextos dos mais diversos – apresentando um conjunto de riqueza estética, simbólica e social que ainda reverbera. Como deve ter sido a experiência de ver lado a lado, um conjunto de afrescos medievais da antiga Iugoslávia, a obra de Kurt Schwitters e esculturas barrocas do Paraguai? Ou a pintura de Clemente Orozco, peças aborígenes australianas e os trabalhos de Pedro Figari? Essa junção de manifestações parece de fato capaz de friccionar os parâmetros do que se pôde julgar até então como arte moderna – entendida como a mais alta criação da sociedade Ocidental.”




	&#60;img width="800" height="803" width_o="800" height_o="803" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/115a16d6f90bdd8d9d3252f66f1348a51da603ece49a524cb5e5d1a986f9bccb/montagem-sala-espanha.jpg" data-mid="194685918" border="0"  src="https://freight.cargo.site/w/800/i/115a16d6f90bdd8d9d3252f66f1348a51da603ece49a524cb5e5d1a986f9bccb/montagem-sala-espanha.jpg" /&#62;

	
	
	Exposição: ANESTESIA, ANISTIA, AMNESIA: Regina José Galindo
org. Cris Ambrosio e Pontogor. Com apresentação de Tom Nóbrega.
	&#60;img width="720" height="720" width_o="720" height_o="720" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/c98364809331b4fe39f88744b4edb4f05fa4a0c6e7a490d8bce1266d84a90658/GALINDO_convite_quadrado_FINAL.png" data-mid="194685948" border="0"  src="https://freight.cargo.site/w/720/i/c98364809331b4fe39f88744b4edb4f05fa4a0c6e7a490d8bce1266d84a90658/GALINDO_convite_quadrado_FINAL.png" /&#62;


	
	De vidro. Por que não recua ou morre?
Laila TerraÉ preciso entender mais do que o conjunto elementar que compõe a Farnsworth House como signo estético. É preciso entrar no contexto histórico da linguagem que abrange esse signo específico, porque toda linguagem está consignada a um determinado tempo e espaço. É necessário identificar as falas aplicadas à casa e aos personagens que dela se ocuparam nas distintas conjunturas. Quem era Mies van der Rohe, quando foi contratado por Edith, e quais eram os enunciados relativos a ele? Quem era Edith Farnsworth, a contratante, e como ela foi representada pela história (de 1940 a 2020)? Em que época a casa foi projetada e onde? Quais os elementos construtivos propostos por Mies? Qual foi a reação de Edith depois da casa pronta e o que isso acarretou? E, por fim, o que ocorreu com a casa ao longo tempo (de 1951 até 2020)? Finalmente, com esses dados, podemos confrontar os discursos.


	&#60;img width="3083" height="3083" width_o="3083" height_o="3083" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/118d0eba953f53815105171912802df388f38301a4827fb8b04160e4a5b861c8/991662858805867_mms_farnsworth_box_001_fl_013_001_02.jpg" data-mid="194685947" border="0"  src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/118d0eba953f53815105171912802df388f38301a4827fb8b04160e4a5b861c8/991662858805867_mms_farnsworth_box_001_fl_013_001_02.jpg" /&#62;

	
	


	


	

Exposição:

	
A Barganha


Khadyg Fares (org.)


A exposição apresenta trabalhos cujo terreno comum é o embate inerente à assimetria de forças, acordos permeados pela tensão, em que são disputadas imagens, memórias, gestos e sons. Os materiais reunidos expressam dinâmicas de poder, repetições e barganhas, e carregam marcas de um colonialismo interno e externo.






	&#60;img width="1920" height="1080" width_o="1920" height_o="1080" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/1cb5b59ab9c026d703af891437d58791578fc436e950b6b769615c6230fb421b/SYMS_Notes-On-Gesture-420.jpg" data-mid="194685946" border="0"  src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/1cb5b59ab9c026d703af891437d58791578fc436e950b6b769615c6230fb421b/SYMS_Notes-On-Gesture-420.jpg" /&#62;



	
	


	Programa de textos:
O fogo entre o passado 
e o futuroNathalia Colli

Quinhentas e quarenta e nove mil pessoas mortas pelo coronavírus no Brasil, a cotação do dólar não pára de subir, já se somam milhões de desempregados e milhões de desabrigados. Manchete central “Estátua de Borba Gato é incendiada na zona sul de São Paulo, dois foram presos”. Isto é um print screen de uma tela de jornal do dia 24 de julho de 2021. Ninguém saiu ferido. Exceto os dois presos. Os pretos.


	&#60;img width="947" height="1024" width_o="947" height_o="1024" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/2a1b6edec0ca165a495705d91086b958c96e3093dc75531c4f2e807f4546c47e/borbagato_verde.png" data-mid="194685945" border="0"  src="https://freight.cargo.site/w/947/i/2a1b6edec0ca165a495705d91086b958c96e3093dc75531c4f2e807f4546c47e/borbagato_verde.png" /&#62;


	
	Programa de Textos:&#38;nbsp;O reflexo da faca

Caio Bonifácio and Renata Masini HeinO gesto de recusa e a expressão no rosto de Iole, ao encarar a si mesma no reflexo do espelho, demonstram um eloquente enfrentamento com seu próprio corpo - um corpo fechado, como se impusesse, a uma repressão. A dureza de uma couraça da recusa enfática, de um corpo que enfrenta ao mesmo tempo em que afasta. A faca é ambiguamente um símbolo de violência: é apenas um instrumento, o qual, dependendo de quem empunha, é capaz de reprimir ou de libertar.


	&#60;img width="900" height="702" width_o="900" height_o="702" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/c0a00b721e546e07944b7597fa0c06ce38d3be7adb686ece15b44d1721125d21/FearDo-not-Penetrate_1973_reproducao.jpeg" data-mid="194685943" border="0" data-scale="98" src="https://freight.cargo.site/w/900/i/c0a00b721e546e07944b7597fa0c06ce38d3be7adb686ece15b44d1721125d21/FearDo-not-Penetrate_1973_reproducao.jpeg" /&#62;


	
	Exposição: 4 videos de Leslie Thorntonorg. Cris Ambrosio, Deyson Glibert, Frederico Filippi and PontogorA Medusa sorridente e bela, e não terrível e decapitada, convida à escritura e ao
ressoar da voz desobediente às delimitações do gênero: cinema hollywoodiano/ cinema de autor, vídeo experimental/vídeo de massa, vídeo caseiro/

vídeo profissional, imagem encontrada/imagem
original. A linguagem audiovisual de Leslie

Thornton entrecruza categorias, atenua contornos, deshierarquiza, toma como O Outro a si próprio, e como Eu o Outro.





	&#60;img width="1277" height="1806" width_o="1277" height_o="1806" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/1b2de9450c26172cd67175f64aaf4016fc4392f8576c7adf11fc82f7061f7f40/Artboard-1.png" data-mid="194685942" border="0" data-scale="93" src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/1b2de9450c26172cd67175f64aaf4016fc4392f8576c7adf11fc82f7061f7f40/Artboard-1.png" /&#62;

	
	Programa de Textos:&#38;nbsp;“Evita a parte norte-americana porque só tem televisão, ouviu?”
Cássia Hosni
A entrada das imagens em movimento nas exposições da Bienal de São Paulo, no início da década de 1970, pode ser vista como um território de conflito técnico, estético e geopolítico. Tais conflitos puderam se proliferar devido ao próprio modelo adotado pelo evento (e abandonado apenas em sua 27ª edição, em 2006), baseado nas representações nacionais, onde os países convidados custeiam o envio das obras e dos equipamentos – e têm, portanto, a palavra final sobre o que irão exibir.
	&#60;img width="3072" height="2304" width_o="3072" height_o="2304" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/aaa1f2f8931c6e70580afd063c742ea0be2ee4b7bb3cacba10e9b32d88c93ddd/AHWS.jpg" data-mid="194685940" border="0" data-scale="98" src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/aaa1f2f8931c6e70580afd063c742ea0be2ee4b7bb3cacba10e9b32d88c93ddd/AHWS.jpg" /&#62;

	
	Exhibition: Horror Vacui
Pontogor (org.)A coleção moraes-barbosa apresenta a exposição Horror Vacui, com organização do artista e ex-bolsista do programa de pesquisa da coleção. A exposição se apresenta como um desdobramento do resultado da pesquisa de Pontogor na coleção, que investiga as diferentes manifestações do vazio na arte.&#38;nbsp;

“O desejo de ver é assim desviado para um convite à ação; as relações entre o que e como está sendo representado se aglutinam na produção de uma subjetividade em fazer.”**trecho do texto ‘The Blind Viewer’ 

[‘O Espectador Cego’] de Helena Vilalta.

	&#60;img width="3508" height="4961" width_o="3508" height_o="4961" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/4400fcbaac5813a6c9e432dd5965d160275bc27570216c529cbcf60cd5badb09/2corrigido-HORROR-VACUI-para-poster-copiar-copy.jpg" data-mid="194685939" border="0" data-scale="100" src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/4400fcbaac5813a6c9e432dd5965d160275bc27570216c529cbcf60cd5badb09/2corrigido-HORROR-VACUI-para-poster-copiar-copy.jpg" /&#62;

	
	Programa de Textos: 
Criação e cuidado na mistura entre corpos vibráteis /materiaisjialu pomboO entrelaçamento entre vida e morte do qual Lygia fala é o que tenho chamado pela expressão vulnerabilidade-força: há uma força presente em um embrião que carrega informação potencial de vida, e para que tal vida venha a existir, aquilo que a carrega precisa abrir mão de sua forma, atingir o ápice de sua vulnerabilidade, e se misturar para germinar outra coisa.&#38;nbsp;


	&#60;img width="1200" height="1131" width_o="1200" height_o="1131" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/792eb7cd715ec22c54023ac4c1b00d0866658e527be835b61b8759bd5f33efa5/img_lc3_baixa.jpg" data-mid="194685938" border="0" data-scale="90" src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/792eb7cd715ec22c54023ac4c1b00d0866658e527be835b61b8759bd5f33efa5/img_lc3_baixa.jpg" /&#62;



	
	Programa de Textos: 
RaybanWallace V Masuko
São 6 ou 8 as faces de plástico, as faces iguais se opõem, as faces diferentes se tocam, os riscos são internos e os tesos fios brancos os preenchem, os eventos ocorrem nas superfícies ou ao redor delas. O centro do objeto resta incólume, silêncio rodeado de matérias.
	&#60;img width="1800" height="1789" width_o="1800" height_o="1789" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/5f809fab7099fa6c23d0a70301ab596a380e5568647fb453e9cdbd9df8b2a514/TRATADOGEOMETRIA_invertido.png" data-mid="194685937" border="0" data-scale="88" src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/5f809fab7099fa6c23d0a70301ab596a380e5568647fb453e9cdbd9df8b2a514/TRATADOGEOMETRIA_invertido.png" /&#62;

	
	Programa de Textos: Arco
Frederico FilippiEnquanto artistas estão se isolando nos desertos norte-americanos, movendo enormes quantidades de terra, tratores e retroescavadeiras estão abrindo retas imensas em um território absolutamente úmido, onde não se vê o horizonte com os pés no chão, talvez nem mesmo três metros à frente, e, no entanto, é considerado infinito.
	&#60;img width="1086" height="652" width_o="1086" height_o="652" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/7d477caead1edb6dd930a0c38f5d8ccc022cd7218bf7af1c57cb180f06f4f83f/Desmatamento.jpg" data-mid="194685936" border="0" data-scale="100" src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/7d477caead1edb6dd930a0c38f5d8ccc022cd7218bf7af1c57cb180f06f4f83f/Desmatamento.jpg" /&#62;



	
	Ethics of Collecting:

c&#38;nbsp; &#38;nbsp;mb

A coleção moraes-barbosa integra a criação do Código de Conduta para Colecionadoras e Colecionadores de Arte.&#38;nbsp; Todas e todos que possuem obras de arte tem um conjunto de obrigações éticas com os trabalhos, suas autoras e autores e todo o ambiente profissional que integra o cicruito. Clique para acessar o site Ethics of Collecting e conheça os princípios e regras do código.
	&#60;img width="1495" height="846" width_o="1495" height_o="846" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/e708be17ada39f47d93f8c897cd05c3334237150c084ac653ad066b02b0e654b/Screen-Shot-2022-03-03-at-11.37.00-AM.png" data-mid="194685935" border="0" data-scale="98" src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/e708be17ada39f47d93f8c897cd05c3334237150c084ac653ad066b02b0e654b/Screen-Shot-2022-03-03-at-11.37.00-AM.png" /&#62;


	

	Exhibition:
Possession State: notes for an aesthetic of torture&#38;nbsp;
19/11Cris Ambrosio &#38;amp; Deyson Gilbert (org.)
para uma definição do conceito de possessão:
Em sentido estrito, drama ideológico instaurado no campo das consciências pelo conflito de duas ou mais entidades a conclamar, a um só instante, posse de um mesmo semblante. Em forma dilatada, categoria encruzilhada: trajeto espiritual dos seres esquartejados pelas lâminas histórico-políticas dos territórios, corpos e símbolos (demonologia dos pesos, dos passes e das posses).




	&#60;img width="1754" height="2480" width_o="1754" height_o="2480" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/7661db431fe8585ad6ef74a822c6bf117cfbb89eae446c472f006b7018fca476/EDP_-poster_A3-V4-ENG-1.jpg" data-mid="194685934" border="0" data-scale="96" src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/7661db431fe8585ad6ef74a822c6bf117cfbb89eae446c472f006b7018fca476/EDP_-poster_A3-V4-ENG-1.jpg" /&#62;

	


	Pesquisa:&#38;nbsp;1o ciclo de pesquisa


c&#38;nbsp; &#38;nbsp; mbDurante 6 meses, Antônio Ewbank, Bruno Baptistelli, Erica Ferrari, Pontogor e Tom Nóbrega receberam uma bolsa para desenvolver suas pesquisas em intersecção com o arquivo da coleção moraes-barbosa. 




	&#60;img width="930" height="1280" width_o="930" height_o="1280" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/e4b9266b1cc6e5fbaeabd926d41271211eef82b0dc2028c691dae74cbdee935a/thumb-pontogor.jpg" data-mid="194685929" border="0" data-scale="72" src="https://freight.cargo.site/w/930/i/e4b9266b1cc6e5fbaeabd926d41271211eef82b0dc2028c691dae74cbdee935a/thumb-pontogor.jpg" /&#62;
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	</item>
		
		
	<item>
		<title>Exposições</title>
				
		<link>https://moraes-barbosa.com/Exposicoes</link>

		<pubDate>Wed, 29 Sep 2021 03:46:24 +0000</pubDate>

		<dc:creator>coleção moraes-barbosa</dc:creator>

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		<description>
	
	Exposições
Desde 2012, a cmb realiza exposições partindo do seu acervo e da produção artística recente. “Geometrias" foi a exposição que inaugurou o primeiro espaço da coleção e teve texto curatorial escrito por Paulo Miyada. No mesmo local, no bairro de Pinheiros em São Paulo, também foram promovidas residências artísticas para profissionais vindos de fora do Brasil.
Nos anos seguintes, as mostras abordaram o experimentalismo conceitual dos anos 60 e 70, o feminismo dos anos 80 e a produção contemporânea latino-americana, priorizando materiais impressos, audiovisuais e efêmera, além de performances e práticas híbridas.
Em novembro de 2021 a cmb abriu seu novo espaço, localizado na Vila Operária da Travessa Dona Paula, em São Paulo.
	


	



David Wojnarowicz: Efêmera &#38;amp; Filmes

curadoria de 

Krist Gruijthuijsen

24 de janeiro a 21 de março de 2025

Ephemera &#38;amp; Film (Efêmera &#38;amp; Filmes) marca a primeira exposição de David Wojnarowicz no Brasil. Exibindo filmes e materiais de arquivo coletados ao longo da última década pela coleção moraes-barbosa, incluindo fotografias, provas de impressão, cartões de convite, publicações, serigrafias e filmes em 16mm e Super 8. Juntos, esses materiais traçam sua prática artística enraizada nas interseções da história pessoal, da resistência política e da crítica cultural.




	&#60;img width="1754" height="2480" width_o="1754" height_o="2480" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/9dad2013709d06295ec67257d15f764663fe4a4ac4cab4ef8c20eea412c82033/DW_posters_FINAL.png" data-mid="244086591" border="0" data-scale="70" src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/9dad2013709d06295ec67257d15f764663fe4a4ac4cab4ef8c20eea412c82033/DW_posters_FINAL.png" /&#62;
	

	NightfallAziz hazara
curadoria de Leonardo Bigazzi30 de agosto a 20 de dezembro de 2025Nightfall, a primeira exposição individual de Aziz Hazara na América Latina, apresenta uma série de trabalhos que se baseiam nas consequências materiais e psicológicas de décadas de ocupação estrangeira, apagamento cultural e subjugação econômica no Afeganistão. Em sua obra, Hazara revela uma escuridão que não é um cenário, mas uma condição. Um local de atritos e negociações constantes, onde o silêncio e o ruído, a presença e o desaparecimento, se tornam estratégias para navegar em paisagens contestadas. 


	&#60;img width="1166" height="1550" width_o="1166" height_o="1550" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/ec1e10961057793c95ede5e7d78c764dc63faf289fab2d95d3e77e4fd83a08d2/nightfall-hazara.png" data-mid="238058374" border="0" data-scale="69" src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/ec1e10961057793c95ede5e7d78c764dc63faf289fab2d95d3e77e4fd83a08d2/nightfall-hazara.png" /&#62;
	



	photograph of photograph of photographs of photographs or she wanted to know more about thisorganizado com 
Pontogor e Joaquim Pedro
29 de março a 29 de junho de 2025A exposição apresenta ao público obras da artista norte-americana Louise Lawler e do brasileiro Mauro Restiffe. Este recorte está disposto no espaço da coleção moraes-barbosa, abrindo diálogos e caminhos para reflexão sobre dois eixos principais: a fotografia como meio, começo e fim – ou uma ideia de captura e/ou criação de imagens – e o registro de obras de outros artistas, caracterizando a apropriação.&#38;nbsp;
	&#60;img width="1080" height="1350" width_o="1080" height_o="1350" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/2890edec5d052e334521a8b25c941f56ff9764dce3c48b85865c6c42259e379e/LR_sm_whatsapp-LL-02.png" data-mid="229525700" border="0" data-scale="68" src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/2890edec5d052e334521a8b25c941f56ff9764dce3c48b85865c6c42259e379e/LR_sm_whatsapp-LL-02.png" /&#62;
	


	Dial-A-PoemBrasilcuradoria : Marcela VieiraJaneiro-Março de 2025A coleção moraes-barbosa lança nesta ocasião a versão brasileira de Dial-A-Poem, uma das obras de John Giorno de maior repercussão internacional. Com curadoria de Marcela Vieira, o projeto reúne leituras de 54 poetas, artistas, pesquisadores e escritores brasileiros. O foco da curadoria e, consequentemente, a seleção dos convidados, buscou investigar como vozes contemporâneas de diferentes origens, influências, regiões, gerações e estilos imaginam e reinventam um tema caro a Giorno, o erotismo – e, por extensão, a linguagem e a performance sonora. 
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	Exposição:Sit In My Heart And Smilecuradoria : Marcela VieiraJaneiro-Março de 2025De título homônimo a uma das serigrafias de John Giorno (1936-2019), acontece de 18 de janeiro a 20 de março no espaço da coleção moraes-barbosa, em São Paulo. A exposição resgata parte da produção de Giorno em mostra que acompanha a obra do poeta no formato impresso, em gravações em LPs, em leituras performáticas, em suportes como o telefone e a serigrafia.Frequentador assíduo de um círculo de escritores da vanguarda norte-americana, como William Burroughs, John Ashbery, Allen Ginsberg, Bernadette Mayer e Anne Waldman, John Giorno interessou-se desde cedo pela experimentação da palavra em diferentes mídias, explorando não apenas os efeitos poéticos favorecidos por essas incursões como também novas maneiras de interagir com o público. Poeta sensível à influência artística da cena artística dos anos 1960-1970, sobretudo quando se tratava da cultura pop e dos avanços tecnológicos que estimulavam o encontro entre arte e ciência, Giorno ousou em investigações até então inéditas para o contexto poético.
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	Exposição: I’ve Always Loved Jezebel

organização: Thiago Tannous, Pontogor e Joaquim Pedro.

10 de outubro a 09 de novembro de 2024
Em interpretações correntes, Jezebel é frequentemente descrita como a rainha que domina seu marido, persuadindo-o a fazer o mal. Essas interpretações foram relativizadas ao longo do tempo. Ao refletir sobre o personagem, Lawrence Weiner não se filiou a visões maniqueístas. Preferiu ressaltar a ambiguidade e as possibilidades de divergência entre interpretações subjetivas.
	&#60;img width="1304" height="1006" width_o="1304" height_o="1006" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/1e14bd2a6da74ab0fb54b44886dd60bf93eb71388e025f31ab852a9be2a9c8f1/1728061169435-untitled-design-5.png" data-mid="220218655" border="0" data-scale="68" src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/1e14bd2a6da74ab0fb54b44886dd60bf93eb71388e025f31ab852a9be2a9c8f1/1728061169435-untitled-design-5.png" /&#62;
	



	Exposição:Until We Became Fire and Fire Usorganização: Basel Abbas &#38;amp; Ruanne Abou-Rahme05 de setembro a 12 de dezembro de 2024O projeto consiste em uma instalação multimídia com múltiplos canais de som e vídeo. Explorando formalmente a ideia de assombrações no seu conteúdo auditivo e visual e na forma como este material aparece e desaparece num determinado espaço. Às vezes aparecendo como poesia de uma voz dissonante, de uma melodia quebrada ou de flashes intensos de texto e vídeo, ou até mesmo como uma marca de uma terra proibida, de um amor proibido.
	&#60;img width="1386" height="1964" width_o="1386" height_o="1964" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/91a4cb124a96cae24739b05b0638258eb3573c6e484d77f6809b51c93a276bf4/Screen-Shot-2024-09-22-at-14.13.25.png" data-mid="218540196" border="0" data-scale="62" src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/91a4cb124a96cae24739b05b0638258eb3573c6e484d77f6809b51c93a276bf4/Screen-Shot-2024-09-22-at-14.13.25.png" /&#62;
	


	exposição: a distância entre você e stanley brouwn cada vez que você se lembrar dessa sentença_zdb
org. deyson gilbertabertura 2 de setembro de 2024talvez o primeiro ponto seja o de se evitar um possível equívoco: o de conceder à invisibilidade brouwniana certo contorno de corpo fechadocomo se sua negatividade fatalmente esculpisse no ar o osso de uma aparição estética transfiguradacomo se sua recusa à imagem devesse necessariamente impor aos nossos olhos o fogo-fátuo de uma hipostasia estética de halocomo se, ao se apagar as luzes de uma sala trancada repleta de gatos vivos e mortos, pudéssemos metafisicamente gritar, à revelia de todo o sangue coagulado:
sim! sim! 
aqui todos os gatos são pardos! 

s.a. falando sobre s.b. em entrevista a d.g
	&#60;img width="446" height="645" width_o="446" height_o="645" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/332b0e6b79267422d82c31c609c585fdff23a533edf033589eb50a0abb2a417b/Screen-Shot-2024-10-23-at-12.10.58-PM.png" data-mid="220218674" border="0" data-scale="63" src="https://freight.cargo.site/w/446/i/332b0e6b79267422d82c31c609c585fdff23a533edf033589eb50a0abb2a417b/Screen-Shot-2024-10-23-at-12.10.58-PM.png" /&#62;
	



	Exposição:Preencha de acordo com suas próprias concepções:A experiência gráfica de Tomma Wember,Paul Wember e Johannes Cladderscuradoria Tina Merz15 de junho a 17 de agosto de 2024Entre os anos 1960-70, artistas, curadores e galeristas experimentaram diferentes formas de se fazer uma exposição valendo-se muitas vezes de recursos do território gráfico. O procedimento do catálogo-documento habitual foi substituído pela circulação do trabalho por si mesmo, projetando o museu para fora de suas paredes através de uma exposição portátil e volante, que podia circular pelo mundo. Os trabalhos-catálogo como uma estrutura aberta que ressituava a arte e sua relação com o público, que por adições ou subtrações eram transformados pelas mãos daqueles que algum dia o portaram.
	&#60;img width="797" height="766" width_o="797" height_o="766" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/a23ec47a28277cb764592cd7920f3bb16173ac07809948a840b886c89a278ad3/Screen-Shot-2024-06-17-at-2.48.09-PM.png" data-mid="218540169" border="0" data-scale="63" src="https://freight.cargo.site/w/797/i/a23ec47a28277cb764592cd7920f3bb16173ac07809948a840b886c89a278ad3/Screen-Shot-2024-06-17-at-2.48.09-PM.png" /&#62;


	

	Edival Ramosa:
Nova Construção Totêmica




org. André Pitol, 2024
“Filho de pai índio e mãe negra”, Edival Ramosa (1940 –2015) é nome incontornável da produção abstrata geométrica do Brasil, ao lado de artistas como Almir Mavignier, Rubem Valentim e Emanoel Araújo. Presente nas principais exposições brasileiras dedicadas à arte contemporânea de matrizes afro-brasileiras dos anos 1970 e 1980, além de inúmeras mostras internacionais, Ramosa ganha agora uma individual que lança novo olhar sobre sua obra, depois de duas décadas de hiato: Nova Construção Totêmica, com curadoria do pesquisador e curador André Pitol, abre no dia 23 de março na coleção moraes-barbosa e revela o potencial que Ramosa enxerga na abstração de criar um espaço artístico racializado na arte contemporânea.

	&#60;img width="913" height="1119" width_o="913" height_o="1119" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/c1854209346e1fe8a050b5b1916efed7b6c798b8d838d2ec3df4af7c55aa5929/NOVA_CONSTRUO_TOTMICA_2024.jpg.png" data-mid="208103779" border="0" data-scale="62" src="https://freight.cargo.site/w/913/i/c1854209346e1fe8a050b5b1916efed7b6c798b8d838d2ec3df4af7c55aa5929/NOVA_CONSTRUO_TOTMICA_2024.jpg.png" /&#62;

	

	a distância entre você e stanley brouwn cada vez que você se lembrar dessa sentença




org. deyson gilbert,&#38;nbsp;2023talvez o primeiro ponto seja o de se evitar um possível equívoco: o de conceder à invisibilidade brouwniana certo contorno de corpo fechadocomo se sua negatividade fatalmente esculpisse no ar o osso de uma aparição estética transfiguradacomo se sua recusa à imagem devesse necessariamente impor aos nossos olhos o fogo-fátuo de uma hipostasia estética de halocomo se, ao se apagar as luzes de uma sala trancada repleta de gatos vivos e mortos, pudéssemos metafisicamente gritar, à revelia de todo osangue coagulado:sim! sim!aqui todos os gatos são pardos!s.a. falando sobre s.b. em entrevista a d.g.


	&#60;img width="5078" height="3568" width_o="5078" height_o="3568" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/6ae83d129863524d92d086c773ae9384d55186f9f8a4653839cbe76655583df3/SB_cuypers_menor_brilho.jpeg" data-mid="189222139" border="0"  src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/6ae83d129863524d92d086c773ae9384d55186f9f8a4653839cbe76655583df3/SB_cuypers_menor_brilho.jpeg" /&#62;© igno cuypers


	


	


TERRA-PALAVRAS

Robert Smithson, Artforum 1966-73org. Antônio Ewbank e 
Wallace V. Masuko, 2013
A linguagem escultórica de Robert Smithson não se resume a objetos comumente encontrados em museus e galerias, nem a projetos de larga escala, que exploram grandes espaços fora dos centros urbanos. Ela também amarra sua produção textual, publicada principalmente em revistas de arte norte-americanas nos anos de 1960 e 1970. Com o apoio da Holt/Smithson Foundation e da coleção moraes-barbosa, Robert Smithson: Artforum 1966-73 é lançado na ocasião dos 50 anos de morte do artista, contendo todos os textos publicados nessa revista, e pela primeira vez, em tradução fac-similar. Simultaneamente, a exposição Terra-Palavras aborda o pensamento escultórico de Smithson a partir de um conjunto de peças gráficas que fazem parte do acervo da cmb.
	&#60;img width="800" height="800" width_o="800" height_o="800" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/20f169fef4c4870e1a144ce52329cf1763936a40defeead1fba3f3fb80cc509d/FotografiaRasgada_RobertSmithson_1.png" data-mid="177539114" border="0" data-scale="74" src="https://freight.cargo.site/w/800/i/20f169fef4c4870e1a144ce52329cf1763936a40defeead1fba3f3fb80cc509d/FotografiaRasgada_RobertSmithson_1.png" /&#62;



	








	ANESTESIA, ANISTIA, AMNESIA
Regina José Galindo

org. Cris Ambrosio 
e Pontogor, 2023
	&#60;img width="720" height="720" width_o="720" height_o="720" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/ad0e35d851c90b22b92da57080daa85cd5cab31a517501462d254bc6d1e094b5/GALINDO_convite_quadrado_FINAL.png" data-mid="173849207" border="0"  src="https://freight.cargo.site/w/720/i/ad0e35d851c90b22b92da57080daa85cd5cab31a517501462d254bc6d1e094b5/GALINDO_convite_quadrado_FINAL.png" /&#62;


	


	A Barganha
org. Khadyg Fares, 2022
A exposição apresenta trabalhos cujo terreno comum é o embate inerente à assimetria de forças, acordos permeados pela tensão, em que são disputadas imagens, memórias, gestos e sons. Os materiais reunidos expressam dinâmicas de poder, repetições e barganhas, e carregam marcas de um colonialismo interno e externo.
	&#60;img width="1920" height="1080" width_o="1920" height_o="1080" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/1cb5b59ab9c026d703af891437d58791578fc436e950b6b769615c6230fb421b/SYMS_Notes-On-Gesture-420.jpg" data-mid="154424534" border="0"  src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/1cb5b59ab9c026d703af891437d58791578fc436e950b6b769615c6230fb421b/SYMS_Notes-On-Gesture-420.jpg" /&#62;


	

	O tom que a maioria das pessoas prefere para a voz feminina é umlá bemol abaixo do dó central

4 vídeos de Leslie Thorntonorg. Cris Ambrosio, Deyson Gilbert, Frederico Filippi e Pontogor, 2022



 A Medusa sorridente e bela, e não terrível e decapitada, convida à escritura e ao ressoar da voz desobediente às delimitações do gênero: cinema hollywoodiano/ cinema de autor, vídeo experimental/vídeo de massa, vídeo caseiro/vídeo profissional, imagem encontrada/imagemoriginal. A linguagem audiovisual de Leslie Thornton entrecruza categorias, atenua contornos, deshierarquiza, toma como O Outro a si próprio, e como Eu o Outro.
	&#60;img width="1277" height="1806" width_o="1277" height_o="1806" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/1b2de9450c26172cd67175f64aaf4016fc4392f8576c7adf11fc82f7061f7f40/Artboard-1.png" data-mid="150442444" border="0" data-scale="71" src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/1b2de9450c26172cd67175f64aaf4016fc4392f8576c7adf11fc82f7061f7f40/Artboard-1.png" /&#62;


	

	Horror Vacui
Pontogor (org.), 2022A coleção moraes-barbosa apresenta a exposição Horror Vacui, com organização do artista e ex-bolsista do programa de pesquisa da coleção. A exposição se apresenta como um desdobramento do resultado da pesquisa de Pontogor na coleção, que investiga as diferentes manifestações do vazio na arte. “O desejo de ver é assim desviado para um convite à ação; as relações entre o que e como está sendo representado se aglutinam na produção de uma subjetividade em fazer.”*
*trecho do texto ‘The Blind Viewer’ [‘O Espectador Cego’] de Helena Vilalta.
	&#60;img width="3508" height="4961" width_o="3508" height_o="4961" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/4400fcbaac5813a6c9e432dd5965d160275bc27570216c529cbcf60cd5badb09/2corrigido-HORROR-VACUI-para-poster-copiar-copy.jpg" data-mid="142071676" border="0" data-scale="71" src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/4400fcbaac5813a6c9e432dd5965d160275bc27570216c529cbcf60cd5badb09/2corrigido-HORROR-VACUI-para-poster-copiar-copy.jpg" /&#62;


	

	Estado de Possessão: notas para uma estética da tortura

Cris Ambrosio e&#38;nbsp;
Deyson Gilbert (org.), 2021

Para uma definição do conceito de possessão: em sentido estrito, drama ideológico instaurado no campo das consciências pelo conflito de duas ou mais entidades a conclamar, a um só instante, posse de um mesmo semblante. Em forma dilatada, categoria encruzilhada: trajeto espiritual dos seres esquartejados pelas lâminas histórico-políticas dos territórios, corpos e símbolos (demonologia dos pesos, dos passes e das posses). Em punção direta: desencontro e conciliação fraturada entre o plano das imagens, das coisas e das inclinações. Em suma: o exorcismo dos olhos contra o suor das mãos e a saliva dos cus.
	&#60;img width="1754" height="2480" width_o="1754" height_o="2480" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/499c9342d36f0185338ddffbbf208ff2f626be1f08ecdd7f8464cb9134ece98b/EDP_-poster_A3-V4-PORT-1.jpg" data-mid="155108367" border="0" data-scale="71" src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/499c9342d36f0185338ddffbbf208ff2f626be1f08ecdd7f8464cb9134ece98b/EDP_-poster_A3-V4-PORT-1.jpg" /&#62;
	




	Redes, Colaboração e Resistência entre Portugal e Brasil, 1962-1982

Rui Torres: Galerias Municipais de Lisboa, 2021
Ao identificar formas análogas de expressão que constituem atos comuns de resistência em Portugal e no Brasil, ainda que em tempos diferentes e em diálogo com comunidades distintas, torna-se possível observar uma intervenção social vital, promovendo uma ação poética e política, acionada por operações críticas de reinvenção da leitura e da escrita, da participação e da produção, da liberdade e da resistência.
	&#60;img width="1800" height="1200" width_o="1800" height_o="1200" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/d74a57f7bb6b749127d9aa9f479099e55ef5923f33e2bc720addd0f9c0d3d9a0/Redes-colaboracao-e-resistencia-19.jpeg" data-mid="135255206" border="0" data-scale="100" src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/d74a57f7bb6b749127d9aa9f479099e55ef5923f33e2bc720addd0f9c0d3d9a0/Redes-colaboracao-e-resistencia-19.jpeg" /&#62;





	

	Reté

Camilo Godoy, 2018
Reté é a palavra ‘corpo’ na língua tupi. Os Tupi viveram na atual São Paulo antes da colonização portuguesa. No âmbito da SP-Arte, o artista Camilo Godoy apresenta uma exposição que reúne materiais da coleção moraes-barbosa. Por meio desse projeto, Godoy aborda a representação do corpo humano na dança e na performance.


	&#60;img width="800" height="568" width_o="800" height_o="568" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/a2d4840d0ae220bd36596c83547aee17e35ef378740b91b38e91f182b99ceddb/thumb_rete.png" data-mid="134468223" border="0"  src="https://freight.cargo.site/w/800/i/a2d4840d0ae220bd36596c83547aee17e35ef378740b91b38e91f182b99ceddb/thumb_rete.png" /&#62;



	

	Acordo de Confiança

Jacopo Crivelli + Olivia Ardui, 2017
A partir do conceito de “acordo” — que em alguns casos torna-se “contrato”, com suas cláusulas e obrigações, e em outros, “pacto” implícito e informal —, a exposição se configura como um convite a uma reflexão sobre os jogos de poder e sobre os conflitos de interesse, que, desde sempre e não apenas no Brasil, regulam a sociedade e, mais especificamente, o sistema da arte.
	&#60;img width="1000" height="667" width_o="1000" height_o="667" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/32c451c759ff20a0c9b09f19ca992ebc890ccc745291d5e844e501f0933af16d/capa_site.jpg" data-mid="136280285" border="0" data-scale="95" src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/32c451c759ff20a0c9b09f19ca992ebc890ccc745291d5e844e501f0933af16d/capa_site.jpg" /&#62;



	

	Still Guerrilling Girls: a causa feminista nos museus de arte
Diana Dobránszky, 2016





	Partindo do pressuposto de que os museus de arte deveriam apresentar em seus espaços a diversidade cultural de uma sociedade, as Guerrilla Girls defendem uma ética da representatividade em instituições culturais. Esse grupo de ativistas feministas aborda a questão da discriminação apontando para os dois principais motivos que as originam: séculos de história patriarcal e as relações de poder e dinheiro que permeiam as instituições, museus e galerias de arte.


	&#60;img width="1200" height="530" width_o="1200" height_o="530" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/48322a48a565fd1f332f1e2be9c755f8ddd92a5cbac6eca27da37cf718403d5a/cartaz-gg-2-1200x530.jpeg" data-mid="135234294" border="0" data-scale="95" src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/48322a48a565fd1f332f1e2be9c755f8ddd92a5cbac6eca27da37cf718403d5a/cartaz-gg-2-1200x530.jpeg" /&#62;
	


	Arte como projeto 
como livro
Diana Dobránszky, 2015

Um segmento importante da coleção moraes-barbosa é constituído por folhetos, pôsteres, livros de artista e álbuns em vinil de alguns dos mais importantes artistas conceituais das décadas de 1960 e 70. Com o intuito de disponibilizar o acesso de um público mais amplo a esse material, a exposição Arte como Projeto como Livro apresenta livros, obras e vinis de Douglas Huebler, Lawrence Weiner, Robert Barry, Seth Siegelaub e stanley brouwn.
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	Em Xeque&#38;nbsp;

Olivia Ardui,&#38;nbsp;2013




	Na segunda exposição realizada pela coleção moraes-barbosa, a metáfora do jogo de xadrez é utilizada para abordar as conjunturas sociopolíticas atuais, tendo princípio do jogo como uma alusão à dinâmica de um mundo globalizado que funciona na dinâmica de um tabuleiro onde se desenrolam disputas por posições estratégicas, recursos naturais ou zonas de influência.
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&#38;nbsp;
	Geometrias
Paulo Miyada, 2012
Geometrias foi a primeira exposição da coleção moraes -barbosa em 2012. Organizada como um recorte da coleção, privilegiando obras de jovens artistas que explorassem recursos da geometria e cartografia, contou com a participação do curador Paulo Miyada em ensaio especialmente escrito a partir do tema e das obras expostas.

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		<title>Exposições_AH_LB_Nightfall</title>
				
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		<pubDate>Wed, 10 Sep 2025 18:20:46 +0000</pubDate>

		<dc:creator>coleção moraes-barbosa</dc:creator>

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	Nightfallcoleção moraes-barbosa

curadoria de Leonardo Bigazzi
	


	
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O crepúsculo não é simplesmente o fim do dia; é um limiar. À medida que o céu se adensa e as sombras se alastram, descortina-se um território de desejos secretos e de oportunidades inesperadas, mas também de medo e incerteza. Em zonas de guerra e geografias em disputa, a noite é tanto campo de batalha quanto refúgio, esconderijo e campo de caça. Para alguns, é um espaço compartilhado de resistência e perseverança coletiva, onde o poder é desafiado e a liberdade reconquistada. Para outros, é o momento em que o terror e a violência se impõem, e em que a guerra tecnológica e a vigilância avançam sob outras regras. 

Nightfall, primeira exposição individual de Aziz Hazara na América Latina, apresenta uma série de trabalhos que se debruçam sobre os desdobramentos materiais e psicológicos resultantes de décadas de ocupação estrangeira, apagamento cultural e subjugação econômica no Afeganistão. Em seu trabalho, Hazara revela uma escuridão que não é cenário, mas condição. Um local de fricções e negociações constantes, onde silêncio e ruído, presença e desaparecimento se tornam estratégias para navegar por paisagens em disputa.

A exposição se inicia com os cânticos rebeldes e as reverberações luminosas de Takbir (2022). O filme toma seu título da expressão árabe “Allahu Akbar” (“Deus é o maior”), um chamado que ecoou pelas noites de Cabul durante múltiplos períodos de agitação e mudança de regime. Remetendo aos anos 80, quando, sob a ocupação soviética, moradores bradavam o takbir&#38;nbsp;do alto dos&#38;nbsp; telhados, o filme se passa em agosto de 2021, quando os afegãos mais uma vez se voltaram ao céu noturno enquanto o Talibã retomava a cidade e as forças norte-americanas se retiravam. Por meio da sobreposição de gravações de campo e canções&#38;nbsp;Naat, Hazara mapeia como o som se torna um território de significados em disputa e manipulação, reivindicado pelo poder dominante para fins de propaganda. Sombras fugidias, cães a ladrar e a movimentação perturbadora e incessante do maquinário de vigilância norte-americano compõem uma linguagem visual de suspensão e presença espectral.&#38;nbsp;As gradações oscilantes da escuridão na noite de Cabul ecoam as condições perceptivas e psicológicas da resistência coletiva de uma cidade.

Para esta exposição, as paredes do espaço expositivo estão inteiramente revestidas com mantas de resgate da OTAN, originalmente recolhidas pelo artista entre as toneladas de detritos militares abandonados pelas forças dos EUA e da OTAN na Base Aérea de Bagram. Sua superfície enrugada e reflexiva lembra uma pele marcada, que tanto protege quanto sufoca. Em Gardish-e-Lail-o-Nahaar (The cycle of night and day) [Gardish-e-Lail-o-Nahaar (O ciclo da noite e do dia)] (2025),&#38;nbsp;Hazara acompanha uma jornada noturna em que um caminhão carregado de remanescentes militares é transportado da base a um depósito em Cabul. O vídeo é apresentado em um tablet da OTAN e posicionado sobre uma fotografia com tonalidade verde.&#38;nbsp;Extraída de óculos de visão noturna usados em incursões do Exército dos EUA, essa imagem torna-se um perturbador portal de acesso ao alcance pervasivo da vigilância e à tensão entre o que é visto e o que permanece oculto em zonas de conflito e geografias em disputa.

Na segunda sala da exposição, as 24 imagens da série fotográfica Untitled Bagram (Field Scans)&#38;nbsp;[Bagram Sem Título (Escaneamentos de Campo)] (2024) são concebidas como um arquivo visual de destroços militares.&#38;nbsp;Documentados com precisão forense, esses objetos são testemunhas mudas da violência persistente infligida ao Afeganistão pela intervenção estrangeira e servem também como testemunhos do capital global e das infraestruturas corporativas que sustentam a cadeia de suprimentos da guerra contemporânea. Enquanto esta série cataloga objetos tipicamente associados a equipamentos militares, como componentes eletrônicos e dispositivos de comunicação,&#38;nbsp;Bagram Plug&#38;nbsp;(2023) desloca nossa atenção para um resquício inesperadamente íntimo da guerra: um brinquedo sexual descartado. Sua inclusão complica deliberadamente a narrativa do arquivo, revelando como até os pertences mais pessoais e privados estão enredados no legado material da ocupação imperial.
A instalação Jahez (Dowry) [Jahez (Dote)] (2025) encerra a exposição ao entrelaçar múltiplas camadas narrativas, refletindo sobre como as relíquias militares se infiltram silenciosamente na economia informal e no cotidiano do Afeganistão, inscrevendo-se no tecido da memória coletiva. Em frente a uma grande fotografia que retrata a superfície de um monitor, um vídeo de um homem limpando e separando materiais descartados é exibido sobre um grande baú metálico&#38;nbsp;apoiado em um palete de carga. Modelados com base em um projeto introduzido na região pelos britânicos no final do século XIX e fabricados com metal fundido proveniente de sucata, esses baús tornaram-se populares e ainda hoje são usados para guardar dotes e transportar mercadorias. Hazara reconfigurou o alto-falante e o monitor e produziu o grande baú com os remanescentes militares encontrados na Base Aérea de Bagram. O trabalho é um monumento informal à força e à resiliência silenciosas das comunidades, bem como à sua capacidade de transformar destroços imperiais em ferramentas funcionais do dia a dia.



EN


Dusk is not simply the end of the day; it is a threshold. As the sky deepens and
shadows stretch, a territory unfolds of secret desires and unexpected opportunities, but also of fear and uncertainty. In war zones and contested geographies, the night is both battlefield and refuge, hiding place and hunting ground. For some, it is a shared space of resistance and collective endurance, where power
is challenged and freedom is reclaimed. For others, it is the time when terror andviolence are imposed, and technological warfare and surveillance continues
under different rules.

Nightfall, Aziz Hazara’s first solo exhibition in Latin America, presents a series of works that draw on the material and psychological aftermath of decades of foreign occupation, cultural erasure and economic subjugation in Afghanistan. In his work, Hazara reveals a darkness that is not a setting but a condition. A site of constant frictions and negotiations, where silence and noise, presence and
disappearance, become strategies for navigating contested landscapes.
The exhibition opens with the rebellious chants and light reverberations of Takbir (2022). The film takes its title from the Arabic phrase “Allahu Akbar” (“God is great”), a call that has echoed through Kabul’s nights during multiple periods of upheaval and regime change. Rooted in the 1980s, when residents shouted the takbir from rooftops under Soviet occupation, the film is set in August 2021, when Afghans again turned to the night sky as the Taliban reclaimed the city and U.S. forces withdrew. Through a layering of field recordings and Naat songs, Hazara traces how sound becomes a terrain of contested meaning and manipulation, claimed for propaganda by the ruling power. Fleeting shadows, barking dogs, and the haunting drift of American surveillance machinery form a visual language of suspension and spectral presence. The shifting gradients of darkness in Kabul’s night echo the perceptual and psychological conditions of a
city’s collective resistance.

For this exhibition, the gallery walls are entirely covered in NATO rescue blankets, originally retrieved by the artist from the tons of military detritus left behind by U.S. and NATO forces at Bagram Air Base. Its crinkled, reflective surface
recalls a scarred skin that both shelters and suffocates. In Gardish-e-Lail-o-Nahaar (The cycle of night and day) (2025), Hazara follows a night-time journey to move a truckload of military leftovers from the base to a storage site in Kabul. The video is presented on a NATO tablet and placed over a green-hued photograph.
Extracted from night-vision goggles used in U.S. Army raids, this image becomes a haunting portal into the pervasive reach of surveillance and the tension between what is seen and what remains concealed in zones of conflict and
contested geographies.

In the second room of the exhibition, the 24 images of the photographic series
Untitled Bagram (Field Scans) (2024) are conceived as a visual archive of military debris. Documented with forensic precision, these objects stand as mute witnesses to the enduring violence of foreign intervention in Afghanistan and
serve as testimonies to the global capital and corporate infrastructures that sustain the supply chain of contemporary warfare. While this series catalogues objects
typically associated with military equipment, such as electronic components and
communication devices, Bagram Plug (2023) shifts our attention to an unexpectedly
intimate remnant of war: a discarded sex toy. Its inclusion deliberately complicates the narrative of the archive, revealing how even the most personal and
private belongings are entangled in the material afterlife of imperial occupation.

The installation Jahez (Dowry) (2025) closes the exhibition by weaving together
multiple narrative layers, reflecting on how military relics quietly seep into Afghanistan’s informal economy and daily life, inscribing themselves into the fabric
of collective memory. In front of a large photograph of a monitor surface, a video of a man cleaning and sorting discarded materials plays on a large metal trunk
set atop a shipping pallet. Modeled after a design introduced by the British in the region at the end of the 19th century and crafted by melting scrap metal, these chests became fashionable and are still used today to store dowries and transport goods. Hazara reconfigured the speaker and the monitor and produced the
large box from the leftovers found at Bagram Air Base. The work is an informal
monument to the quiet strength and resilience of communities and their capacity to turn imperial debris into functional tools of everyday life.
	Leitura complementar 
For further readingThe Eye of God

By Francesca Recchia

Junk Empire

By Joshua Craze and with Aziz Hazara


Disponível de: 30/08 - 20/12/2025Segunda a Sexta, 
das 11h às 19hSábado das 15h às 19hEntrada gratuitacomo chegarTravessa Dona Paula, 120 Higienópolis - São Paulo


	
	
	
	

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	</item>
		
		
	<item>
		<title>Exposições_RR_Turista Transcendental</title>
				
		<link>https://moraes-barbosa.com/Exposicoes_RR_Turista-Transcendental</link>

		<pubDate>Mon, 08 Jan 2024 12:26:05 +0000</pubDate>

		<dc:creator>coleção moraes-barbosa</dc:creator>

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	Exposição:rosângela rennó:práticas de turismo transcendentalorg. rosângela rennó
	&#38;nbsp;︎Algumas anotações sobre 
viajantes e turistas
Maria Angélica Melendi
2011/2024

	
	No início do século 21 assistimos à hiperbolização de tudo que nos foi anunciado e vendido no século anterior: a obsolescência tecnológica, a velocidade da informação, as relações fugazes, a horizontalidade da trama do conhecimento, tudo conspirando contra o tempo do relógio, que parece ter encolhido ao impacto do tudo pela primeira vez.

Estamos sempre com pressa e, até quando viajamos a passeio, a pressa nos acompanha: o emprego do tempo deve ser otimizado e aquele que dedicamos a vivenciar a paisagem se torna demasiado curto, ainda que desejemos que essa interação seja duradoura e, com isso, profunda. Hoje podemos recorrer ao uso das mídias sociais para compartilhar as evidências de nossa inserção numa nova paisagem. Porém, o efeito resultante é sempre mais efêmero do que a própria experiência, seja ela restrita, ou não, à pura contemplação. A imagem turística é rapidamente substituída por outra, e mais outra, e mais outra, e raramente voltamos à primeira. 

Há, entretanto, uma outra abordagem, menos frustrante: com algum treino é possível aguçar o olhar para enxergar através da paisagem local, para ultrapassar barreiras naturais, cruzar fronteiras, usufruir da trama da rede de informações que recobre o mundo sensível, e se transformar assim, em um/uma turista transcendental.

Ao viajar para um lugar, o/a turista transcendental invoca saberes e memórias — pessoais, emprestadas, ancestrais, enfim, de qualquer gênero que contamine ativamente a sua própria experiência, sem a expectativa de um objetivo a ser alcançado. É auspicioso agregar a uma paisagem dados e experiências pertinentes a outros povos e lugares, construindo pontes delicadas, multidirecionais, permitindo-se novas travessias mentais. Na teoria, se a mirada é prospectiva, isso funciona como se, ao contemplar e registrar o mar, ele/ela se preocupasse mais em demonstrar que aquela imensidão azul é a mesma que toca todas as praias do mundo. De maneira oposta e retrospectiva, seria como olhar para um seixo rolado tentando mapear, na sua superfície, todas as pedras espalhadas pelo mundo nascidas da mesma rocha. Na prática, o foco da câmera deve ser ao mesmo tempo preciso e difuso, enquanto a escrita lança os fundamentos do percurso cujos início e fim são menos importantes do que o meio. Porém, nada disso pode se converter em fórmula ou método: cada experiência é única e cada uma, um novo convite à imaginação de possibilidades, além do espectro do visível, muito além do mundo material.
 
Rosângela Rennó, 2016/2024


visitação 01.31 - 10.03.2023quarta a sexta, das 13h às 19hsábado das 11h às 19hentrada gratuitacomo chegar / locationtravessa dona paula, 120são paulo - sp


	At the beginning of the 21st century, we are witnessing the hyperbolization of everything that was announced and sold to us in the previous century: technological obsolescence, the speed of information, fleeting relationships, the horizontality of the fabric of knowledge, all conspiring against the the clock, which seems to have shrunk from the impact of everything for the first time.

We are always in a hurry and even when we travel for pleasure, the rush accompanies us: the use of time must be optimized and the time we dedicate to experiencing the landscape becomes too short, even though we want this interaction to be lasting and, with that, deep. Today we can resort to the use of social media to share evidence of our insertion in a new landscape. However, the resulting effect is always more ephemeral than the experience itself, whether or not it is restricted to pure contemplation. The tourist image is quickly replaced by another, and another, and another, and we rarely return to the first.

There is, however, another, less frustrating approach: with some training it is possible to sharpen your eyes to see through the local landscape, to overcome natural barriers, cross borders, take advantage of the fabric of the information network that covers the sensitive world, and transform yourself thus, in a transcendental tourist.

When traveling to a place, the transcendental tourist invokes knowledge and memories — personal, borrowed, ancestral, in short, of any kind that actively contaminates their own experience, without the expectation of a goal to be achieved. It is auspicious to add data and experiences relevant to other peoples and places to a landscape, building delicate, multidirectional bridges, allowing new mental crossings. In theory, if the view is prospective, it works as if, when contemplating and recording the sea, he/she was more concerned with demonstrating that that blue immensity is the same that touches all the beaches in the world. In the opposite and retrospective way, it would be like looking at a rolled pebble trying to map, on its surface, all the stones scattered around the world born from the same rock. In practice, the camera's focus must be both precise and diffuse, while the writing lays the foundations of the journey whose beginning and end are less important than the middle. However, none of this can be converted into a formula or method: each experience is unique and each one, a new invitation to the imagination of possibilities, beyond the visible spectrum, far beyond the material world.
 
Rosângela Rennó, 2016/2024
	&#60;img width="3333" height="3333" width_o="3333" height_o="3333" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/2d4c31859277e1c11782512e40fb5fb45e70958a4a62f5262f28e4708d0b89b8/TT_instagram.png" data-mid="203125423" border="0"  src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/2d4c31859277e1c11782512e40fb5fb45e70958a4a62f5262f28e4708d0b89b8/TT_instagram.png" /&#62;



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		<title>Exposições_stanley brouwn</title>
				
		<link>https://moraes-barbosa.com/Exposicoes_stanley-brouwn</link>

		<pubDate>Tue, 29 Aug 2023 18:36:02 +0000</pubDate>

		<dc:creator>coleção moraes-barbosa</dc:creator>

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	a distância entre você e stanley brouwn cada vez que você se lembrar dessa sentençaorg. deyson gilbert


	&#60;img width="5078" height="3568" width_o="5078" height_o="3568" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/6ae83d129863524d92d086c773ae9384d55186f9f8a4653839cbe76655583df3/SB_cuypers_menor_brilho.jpeg" data-mid="189217514" border="0"  src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/6ae83d129863524d92d086c773ae9384d55186f9f8a4653839cbe76655583df3/SB_cuypers_menor_brilho.jpeg" /&#62;© igno cuypers


	



	
talvez
 o primeiro ponto seja o de se evitar um possível equívoco: o de 
conceder à invisibilidade brouwniana certo contorno de corpo fechadocomo se sua negatividade fatalmente esculpisse no ar o osso de uma aparição estética transfiguradacomo se sua recusa à imagem devesse necessariamente impor aos nossos olhos o fogo-fátuo de uma hipostasia estética de halocomo
 se, ao se apagar as luzes de uma sala trancada repleta de gatos vivos e
 mortos, pudéssemos metafisicamente gritar, à revelia de todo o 
sangue coagulado:

sim! sim! 

aqui todos os gatos são pardos! 

s.a. falando sobre s.b. em entrevista a d.g.



	stanley brouwn +

alphonse allaisart &#38;amp; languagegeorges annekovjoseph beuysmanon de boercruz e souzaigno cuypersjohann cruyffhanne darbovenkitasono katsueon kawaraanton de kompaulo leminskirichard longgilles mahémagdeleine marxgeorg marcgravececília meirelescildo meirelesreinaldo moraesroman opalkarichard t. outcoultgiulio paolinidécio pignatariad reinhardtleni riefenstahlneide dias de sáaugust sandervalentina soareslaurence sterneben vautierwolf vostellrobert walserludwig wittgenstein
	


	

visitação 02.09 - 02.12.2023quarta a sexta, das 13h às 19hsábado das 11h às 19hentrada gratuitacomo chegar / locationtravessa dona paula, 120são paulo - sp

	
	






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		<title>Exposições_Terra_palavras</title>
				
		<link>https://moraes-barbosa.com/Exposicoes_Terra_palavras</link>

		<pubDate>Fri, 28 Apr 2023 19:28:10 +0000</pubDate>

		<dc:creator>coleção moraes-barbosa</dc:creator>

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		<description>TERRA-PALAVRAS
org. Antônio Ewbank e Wallace V. Masuko

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	[versão em inglês]

abertura da exposição e lançamento de
ROBERT SMITHSON: ARTFORUM 1966-73

6
de maio de 2023, 11h às 19hA publicação foi feita com o apoio da Holt/Smithson Foundation e da cmb
A compra da publicação pode ser feita na exposição, ou pela Editora Ébria


visitação
06.05 - 05.08.23 quarta a sexta, das 13h às 19h sábados das 11h às 19h 

entrada gratuita 


travessa dona paula, 120 são paulo - sp

	&#38;nbsp; &#38;nbsp; &#38;nbsp;&#38;nbsp;&#60;img width="800" height="800" width_o="800" height_o="800" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/b0ee6df2eac1de62a31816768be5808ce57bb7cf10c25ced00f2ffcfc8c9e8fa/FotografiaRasgada_RobertSmithson_3.png" data-mid="177139085" border="0" data-scale="100" src="https://freight.cargo.site/w/800/i/b0ee6df2eac1de62a31816768be5808ce57bb7cf10c25ced00f2ffcfc8c9e8fa/FotografiaRasgada_RobertSmithson_3.png" /&#62;
	


	


















TERRA-PALAVRAS



 Há cinquenta ou
sessenta anos os leitores de Robert Smithson não eram tão numerosos. Tampouco,
as leituras de sua obra pelo mundo afora. Quando comecei a traduzir seus
escritos, como quem busca “o verdadeiro modo de ler um texto”, queria me
afastar da vertigem dos números. Hoje, pelo simples fato de serem tantas as
interpretações disponíveis, faz sentido duvidarmos que se possa acrescentar à
sua obra novas camadas de entendimento. Mas essa dúvida abstrata, como indica o
próprio artista, persiste apenas se ignorarmos o cunho material de sua
linguagem escultórica. Smithson afirma que a escrita deve gerar ideias na
matéria, e não o contrário. Por essa razão, a tradução aqui apresentada sugere
ela mesma o uso de uma palavra justa – “matéria-impressa”. É um pouco
desconcertante perceber que sua linguagem não é propriamente feita de ideias.
Também ela consta de vários objetos e ações, de analogias e imagens espelhadas.
As propriedades físicas da linguagem e dos materiais raramente são expressas de
modo discreto. Talvez devêssemos levar a sério suas palavras, lidar com o peso
e as dimensões de cada sentença. Assim, não custa nada imaginarmos tal processo
(gráfico) de multiplicação da matéria-impressa no espaço e no tempo: montes de
línguas ou pilhas de linguagem literalmente se acumulando no labirinto de
corredores e prateleiras de uma infindável biblioteca de Babel. Este volume
decerto ficaria bem guardado, dentro do universo de Borges, naquela região
agreste onde se repudia o supersticioso e vão costume de procurar sentido nos
livros. Os livros nada significam em si mesmos.



É provável que
Smithson seja mais conhecido como o autor do Spiral Jetty: um molhe
espiral feito de terra e rochas basálticas, que se desenrola em sentido
anti-horário do centro à margem de um lago salgado. Ainda que inacessível ao
grande público, a obra logo se transformou em um ícone da produção
tridimensional de sua época, por meio de imagens técnicas, representações
gráficas e relatos textuais. O observador mais
desatento, porém, não se dá conta de que esse braço monumental faz parte de um
corpo maior e multifacetado. Fora o molhe construído em 1970, Spiral Jetty&#38;nbsp;se desdobra em um filme homônimo e coetâneo, um conjunto de desenhos
preparatórios e uma matéria-impressa, The Spiral Jetty, publicada dois
anos depois. Cabe lembrar também da construção, dois anos antes, de uma
escultura em espiral triangulada, Gyrostasis, a qual o artista se refere
como “um mapa tridimensional abstrato que aponta para o Spiral Jetty”.
Essas traduções em diferentes meios e suportes, longe de apenas documentarem o
molhe pouco acessível, compõem um todo complexo, antecipam e complementam a
obra. Nos termos do artista, a dialética entre sítio (molhe espiral) e
não-sítio (filme + desenhos + matéria-impressa + escultura) estabelece uma rede
concreta de inter-relações. 



 Existe uma construção em espiral, feita de
matéria autóctone, localizada no Grande Lago Salgado, estado de Utah, que
dialoga com: 1. um filme rodado em película e reproduzido indefinidamente em
museus e galerias de arte; 2. desenhos de caráter projetual, incluindo o tratamento
para esse mesmo filme, utilizado no cartaz que anunciava sua primeira exibição
na Galeria Dwan; 3. uma matéria-impressa, publicada em Arts of Environment,
que ainda circula em livros e revistas de arte, inclusive traduzida em outros
idiomas; 4. uma escultura de aço branca, que pertence à coleção do Hirshhorn
Museum and Sculpture Garden. Essa disposição dos elementos conforma as dobras
espaço-temporais do políptico. Podemos representar a relação na forma de um
diagrama, contendo um ponto fixo (sítio) e inúmeras coordenadas móveis
(não-sítios), separados por distâncias e intervalos variáveis. Convém situar o
diagrama em um mapa-múndi ou globo terrestre. O que importa é tornar visível a
dinâmica dos corpos em escala. Assim como a fumaça está para o fogo, a sombra
para o edifício, a biruta para o vento – um mapa sempre aponta para algum
sítio. Do mesmo modo, o leitor de agora, que tem em mãos este não-sítio de
papel, traça uma série de linhas imaginárias que o conectam (talvez sem querer)
ao terminal aéreo de Dallas-Fort Worth, a Passaic, a Iucatã, à Mina de Sal-Gema
Cayuga, ao Central Park. É curioso notar que essa relação nem sempre é de ordem
cronológica: ora os mapas apontam para ruínas históricas, ora para ruínas em
reverso: apontam para aeroportos em construção, subúrbios industriais, sítios
arqueológicos, minas e parques. Em poucas palavras,
todo não-sítio é índice de um sítio específico.



Cada
linguagem, meio ou suporte se dispõe a ativar os demais. Smithson institui uma
espécie de livre trânsito entre o verbal e o visual, evidente na construção Language
to be Looked at and/or Things to be Read [Linguagem para ser Vista e/ou
Coisa para ser Lida], que aparece no release de uma exposição coletiva
de mesmo nome, realizada na Galeria Dwan em 1967. A construção inverte a lógica
dos sentidos ao enfatizar tanto o cunho material das palavras quanto a
possibilidade de interpretarmos os objetos em geral. Pode parecer uma
constatação banal, mas toda matéria-impressa é uma amálgama de ideia e objeto.
Basta reconhecer que os exemplos anteriores revelam uma organização interna das
obras, de acordo com um léxico próprio (o par de conceitos sítio/não-sítio), e
que essa organização corresponde a locais, objetos e ações reais. Isso quer
dizer que essas obras não devem ser julgadas isoladamente, e sim combinadas
umas com as outras, segundo uma ordem conceitual e material. Além do mais, elas
demarcam e conectam o dentro e o fora dos espaços institucionais de arte: o
espaço dos museus, das galerias e, no caso específico, das revistas de arte. Em
tal contexto, o espaço editorial das publicações excede sua condição de mero
veículo para a circulação de ideias e documentação de obras. Também ele se
torna um veículo para obras de arte, algumas de caráter ambíguo e de difícil classificação,
um material incontornável para a assimilação da linguagem escultórica do
artista.



As
intervenções em diferentes revistas de arte norte-americanas, antes de mais
nada, marcam uma presença estranha. A intenção do autor, ao confrontar a
produção crítica e historiográfica, era acrescentar matéria-impressa a um
regime de circulação e funcionamento próprio de determinadas formas
discursivas. Estava em jogo a última palavra a respeito das obras de arte ou,
talvez, uma redefinição dos limites entre arte e crítica. É digno de nota
observar que, embora suas publicações fossem esparsas (Arts Magazine, Harper’s
Bazaar, Aspen, entre outras), um terço dessa produção se concentra
em uma única revista. Aqui o leitor encontrará uma dezena de matérias-impressas
em edição fac-similar, publicadas na Artforum entre 1966 e 1973. O
primeiro critério de seleção desta coletânea, portanto, é quantitativo (foi
preciso escolher um ponto de partida para a tradução de sua obra completa).
Para ilustrar o segundo, que é conceitual e gráfico, dois exemplos bastam.
Algumas matérias-impressas possuem um vínculo mais ou menos forte entre o
verbal, o visual e suas qualidades materiais, algo como uma força de coesão
interna. Outras excedem essa força de coesão, criando ainda um vínculo preciso
com o formato da revista. Em “Cartas”, por exemplo, Smithson utiliza a sessão
destinada à opinião dos leitores para fazer uma crítica ao ensaio “Arte e
Objetidade”, de Michael Fried, publicado na própria Artforum poucos
meses antes. Para além de ocupar uma sessão específica, importa a mudança
intencional de sua posição-autor: ocupar a função de crítico-leitor. Já em
“Incidentes de Viagem-Especular no Iucatã”, literatura de viagem relacionada a
uma série de intervenções efêmeras realizadas no Golfo do México, Smithson
fotografa nove variações de um conjunto de espelhos quadrados dispostos ao rés
do chão. Não é mera coincidência que tanto os espelhos quanto as fotografias
das intervenções repliquem o emblemático formato quadrado do periódico.



Uma palavra
sobre a entropia. “Entropia e os Novos Monumentos” constitui a principal fonte
textual para o debate a respeito do uso que Smithson faz dessa grandeza,
associada à irreversibilidade dos estados de um sistema físico, ao deslocá-la
do campo da ciência para o das artes. Para Smithson, artistas como Donald Judd,
Robert Morris, Sol LeWitt, Dan Flavin e aqueles ligados ao grupo Park Place dão
um contorno idiossincrático à entropia. Ao contrário de seu uso conceitual,
eles fornecem um “análogo visível para a Segunda Lei da Termodinâmica, que
extrapola o alcance da entropia”, demonstram através da observação direta, e
não por explicação, que “a energia é mais facilmente perdida do que obtida e
que no futuro último todo o universo irá se exaurir e se transformar em uma
mesmice completa”. Parece existir uma capacidade imaginativa armazenada no
princípio da entropia que nos leva a pensar que modelos teóricos partilhados
entre campos diversos do conhecimento talvez constituam regiões não exploradas
de um mesmo problema. Essa análise dos “novos monumentos” sugere ainda que a
entropia talvez seja uma condição reprimida na história da escultura e da
arquitetura. 



Para concluir, direi que a entropia tem duas faces: uma, voltada para
nós, e a outra, tal como a lua. Em “Os Monumentos de Passaic”, Smithson traz
uma imagem para a flecha do tempo. Uma criança brinca em uma caixa de areia
dividida ao meio, com areia preta de um lado e branca de outro. Ela corre na
caixa em sentido horário, a areia começa a se misturar, a ficar cinza. Depois,
ela corre em sentido anti-horário. O resultado, obviamente, não é a restauração
da divisão original, mas um cinza mais intenso. Ou seja, a brincadeira causa um
aumento da entropia. Quem sabe a quantidade de interpretações sobre uma obra de
arte também cause um aumento da entropia semelhante. Não há melhor tom para
representar a fabricação do consenso do que o cinza. Embora o artista, em mais
de uma ocasião, nos aconselhe a desconfiar de suas palavras. Parafraseando o
filósofo A. J. Ayer, ele diz que “não apenas comunicamos o que é verdadeiro,
mas também o que é falso”; ou melhor, “o falso amiúde tem maior ‘realidade’ do
que o verdadeiro”. Toda informação tem seu lado entrópico. Como confiar em
alguém que batiza uma obra, Quick Millions, com o nome de um filme que
alega nunca ter visto? Ele de fato nunca viu o filme? Estaria se referindo ao
filme de 1931, dirigido por Rowland Brown, ou ao filme rodado em 1939, de
Malcolm St. Clair? Que tipo de espelho do tempo é “Incidentes de
Viagem-Especular no Iucatã”, de Robert Smithson, contra “Incidentes de Viagem
no Iucatã”, narrativa que conta a história de uma expedição realizada pelo
explorador J. L. Stephens em meados do século XIX? Qual o denominador comum
entre a apropriação do título do livro de Brian Aldiss, Earthworks&#38;nbsp;[Terratrabalhos], e o uso que Smithson faz do termo para se referir a certa
produção tridimensional dos anos 1960 e 1970? entre paisagens desérticas no
meio oeste norte-americano e um cenário de catástrofe ecológica, superpopulação
malthusiana e campos de trabalho forçado ambientado no continente africano?



O fato é que
não apenas um molhe espiral, à mercê de um cataclismo cósmico qualquer, devagar
se arruína – toda matéria-impressa está entregue ao pó e às traças.



Antônio Ewbank


	

	&#38;nbsp; &#38;nbsp;&#60;img width="800" height="824" width_o="800" height_o="824" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/1a5cd249d1fc111084c52ab39920525fb1161509e1ff87835ad11406176e71e0/FotografiaRasgada_RobertSmithson_4.png" data-mid="177146041" border="0" data-scale="100" src="https://freight.cargo.site/w/800/i/1a5cd249d1fc111084c52ab39920525fb1161509e1ff87835ad11406176e71e0/FotografiaRasgada_RobertSmithson_4.png" /&#62;



	

	
Fotografia Rasgada da 2ª Parada (Pedregulho). 2nd Montanha de 6 Paradas por Seção, 
Robert Smithson, 1970, impressão fotolitográfica, tamanho variável (impressão original 21 1/2 x 21 1/2 pol. [54,6 x 54,6 cm]), de ARTISTS &#38;amp; PHOTOGRAPHS, publicado pela Multiples, Inc. 
© Holt/Smithson Foundation.


	
	

	realização: coleção moraes-barbosa [Pedro Barbosa e Patrícia Moraes] // organização, expografia e design: Antônio Ewbank, Wallace V. Masuko // tradução: Claudia Nogueira // produção executiva e montagem: Cris Ambrosio, Pontogor // arquivo: Karol Pinto, Camila Bigliani // redes sociais: Bruno Baptistelli, Erica Ferrari //recepção: Erika Silva //  transporte: Ivanildo José Alves // serviços gerais: Joseane da Silva, Celia Regina Alves Lima // agradecimentos: Lisa
le Feuvre, diretora executiva da Holt/Smithson Foundation; Jeff Gibson, editor-chefe da ARTFORUM; editora ébria

					
				
			
		
	

	


</description>
		
	</item>
		
		
	<item>
		<title>Exposições_RJG</title>
				
		<link>https://moraes-barbosa.com/Exposicoes_RJG</link>

		<pubDate>Mon, 30 Jan 2023 15:44:29 +0000</pubDate>

		<dc:creator>coleção moraes-barbosa</dc:creator>

		<guid isPermaLink="true">https://moraes-barbosa.com/Exposicoes_RJG</guid>

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ANESTESIA, ANISTIA, AMNESIA


	Regina José Galindo
	
	
[english version]

	


Texto de Tom Nóbrega
Cris Ambrosio e Pontogor (org.)
 abertura 9 de fevereiro 202317h às 21h

visitação 10.02 - 15.04.23quarta a sexta, das 13h às 19hsábados das 11h às 19hentrada gratuitatravessa dona paula, 120são paulo - sp


	
	Conversa com Regina José Galindo e cmb, 23/03/2023





	




	&#60;img width="757" height="504" width_o="757" height_o="504" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/022287bc50a68cd2ff116982a0dbb35fce18634335268aa5fd3c7ada48b4d65e/RJG-La-Verdad-Image.png" data-mid="166632237" border="0"  src="https://freight.cargo.site/w/757/i/022287bc50a68cd2ff116982a0dbb35fce18634335268aa5fd3c7ada48b4d65e/RJG-La-Verdad-Image.png" /&#62;
La Verdad, 2013vídeo HD em loop70’ 39“

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America’s Family Prison, 2008vídeo HD em loop56’ 49”





	
	
vire as costas para o passado. coloque os dedos na dobradiça da porta e feche-a com gosto, como se assim você vedasse a passagem do ontem1

efraín ríos montt morreu aos 91 anos / “faleceu em sua casa, com o amor de sua família, com sua consciência sã, limpa, rodeado de muito amor, acometido pelas doenças que já sabemos e com a convicção que neste país nunca houve genocídio e era inocente do que foi acusado”2, anunciou seu advogado luis rosales / ríos montt&#38;nbsp; foi condenado por genocídio, em 2013, apenas para ter sua sentença anulada pela corte constitucional alguns meses depois / nos dezessete meses em que foi presidente da guatemala, depois de dar um golpe de estado, entre 1982 e 1983, se estima que cerca de 10000 indígenas foram mortos em execuções extra oficiais / o general de reserva, que destruiu 600 vilarejos maias, depois de recorrer da sentença, nunca chegou a passar por um novo julgamento / “o verdadeiro cristão carrega a bíblia sagrada em uma mão e uma metralhadora na outra”³, disse ríos montt naquela que se tornaria sua frase mais célebre / evangélico pentecostal convertido, era um dos líderes da congregação chamada “el verbo” /


	 1 &#38;nbsp;GALINDO, Regina. Eu não sou a Pizarnik, tradução de Julya Vasconcelos. Recife, 2021: Edições Flecha, p. 93.
2  José Efraín Ríos Montt, ex-ditador da Guatemala, morre aos 91 anos. Portal G1, 01/04/2018. Ver
3  TORTAMANO, Caio. “Verdadeiro cristão carrega a bíblia em uma mão, e a metralhadora na outra: os horrores do ditador Efraín Ríos Montt.” Portal Aventuras na História, 17/03/2020. Ver



	
	a palavra anistia e a palavra anestesia têm as mesmas raízes / ambas têm origem no grego antigo αν-,&#38;nbsp;an-, "ausência"; e&#38;nbsp;αἲσθησις,&#38;nbsp;aisthēsis, "sensação"&#38;nbsp; / cada vez que se tenta bloquear a dor, as outras sensações também são entorpecidas / cada vez que se promove o esquecimento, qualquer estética se borra ou se estilhaça / uma das definições de anestesia é “ausência de consciência reversível” /&#38;nbsp; frase que, se por um lado nos lembra que o torpor causado por anestésicos não possui duração indefinida, por outro, sinaliza que a anistia produz ausência de consciência histórica / quando a gente age sem olhar para as ausências deixadas para trás, a gente permite que os fantasmas vociferem e as mortes se repitam / se a anestesia provoca uma ausência de consciência total ou parcial dos membros de um corpo, que pode também ser um corpo social, a anistia provoca uma falta de consciência da ausência / a anestesia é um bloqueio induzido dos nervos, que provoca perda de responsividade, perda de reflexos,&#38;nbsp; diminui nossa resposta a golpes e ataques / &#38;nbsp;

minha infância na guatemala transcorreu de maneira confortável em uma casa de classe média baixa da zona 3. se falava muito pouco ou nada da guerra. na verdade acho que só escutei algo a respeito depois que uma bomba explodiu perto do meu colégio na zona 14

	&#38;nbsp;4  Fragmento de entrevista de Regina José Galindo a Viviana Siviero. In: SAVORELLI, Livia (org.) Regina José Galindo. 2006: Vanilla Edizioni, Roma.

	
	“sem anistia”, gritava a multidão diante do palácio do planalto no dia primeiro de janeiro, em brasília, uma semana antes de que outra multidão, que havia passado dois meses dormindo em quartéis pedindo intervenção militar, quebrasse as vidraças do planalto, do congresso e do supremo tribunal federal, atirando cadeiras para longe e perfurando as telas dos quadros / a lei da anistia, sancionada em 1979 por joão batista figueiredo, último general a ser presidente do brasil no período da ditadura militar, ao mesmo tempo em que permitia o retorno dos exilados políticos, garantia a imunidade dos torturadores / segundo o relatório da comissão nacional da verdade, que 2011 e 2014 reuniu diversos depoimentos a respeito da ditadura empresarial-militar brasileira, no período entre 1964 e 1985,&#38;nbsp; ao menos 8.350 indígenas foram mortos em “massacres, esbulho de suas terras, remoções forçadas de seus territórios, contágio por doenças infecto-contagiosas, prisões, torturas e maus tratos”5  / 
	5  “Comissão da Verdade: ao menos 8,3 mil índios foram mortos na ditadura militar”. Portal Amazônia Real, 11/12/2014. Ver&#38;nbsp;


	
	a realidade se escondia, não importava, era algo que acontecia no interior do país, que envolvia o exército, a guerrilha e os indígenas... e a gente não pertencia a nenhum desses grupos. É assim que pensa a classe média guatemalteca; ela está e sempre esteve à parte, afastada da verdade, sempre vivendo com os olhos fechados, fazendo de conta que não sabe (...) um grupo anestesiado por suas próprias mentiras e sua inconsciência6.&#38;nbsp;

todo o teu trabalho pode ser descrito como uma tentativa de romper o torpor, reverter a inconsciência / você começa pela poesia, pela palavra, mas logo se dá conta de que em um lugar assolado pelo genocídio não é possível falar sem antes chegar perto daquilo que não se ouve, que lateja silenciado / não há estética possível sem que se rompa a indiferença / você coloca nosso olho na lente objetiva, nos lembra que permanecer indiferente é brincar de tiro ao alvo
	 6  Idem ibid.



	
	colemos a língua no congelador, treinemos para o silêncio7  / você monta uma cena em que tua boca é invadida por uma luva de látex durante a leitura de uma série de depoimentos / você nos lembra da assepsia legitimada dos tribunais que tentam barrar os testemunhos / dessa vez, aquele que abre a tua boca, usando roupas azuladas de hospital, segue instruções tuas / você nos lembra da invasão disfarçada por trás de toda assepsia / nos containers de detenção norte-americanos, destinados aos latinos que ousam cruzar a fronteira / reina uma assepsia semelhante àquela que impera nos aeroportos, hospitais, museus e galerias de arte / num espaço em si mesmo anestesiado, você lança mão da tua brutalidade alegórica para assinalar a anestesia, romper com a indiferença / a morte não tem metáfora / é simples e clara / você deixa de funcionar / fica teso / no meio de tudo8  / tuas alegorias vivas e tensas procuram apontar para a nossa indiferença em relação àqueles que não estão aqui / 
	 7  GALINDO, Regina. Eu não sou a Pizarnik. Op. cit., p. 19
 8 Idem ibid., p. 39.


	
	um depoimento não é um poema / depoimento é coisa paradoxal: nele, as palavras sinalizam ausências, mas só podem ditas, lidas e ouvidas por aqueles que estão vivos / não estou morta / a tinta / existindo no papel / me confirma9 /&#38;nbsp; “estou viva”, afirma uma mulher indígena ao dar seu depoimento no julgamento de ríos montt / em uma de suas entrevistas, você nos lembra que, embora a condenação do general tenha sido anulada, algo de fundamental se passou no seu julgamento / as mulheres sobreviventes afirmaram sua vida diante do agressor / narraram a truculência das violações, apontaram para o mandante, foram ouvidas pelos indiferentes, tiveram suas palavras registradas por escrito / um depoimento desafia o trauma / subverte as palavras para apontar para uma dor que não pode ser verbalizada, nomeada ou simbolizada / os relatos nos aproximam daquilo que não vimos, daquilo que não pode ser dito / o buraco de sentido aberto por uma brutalidade que não pode ser legitimada

	 9 Idem ibid., p. 41.

	
	sou lugar comum10, você diz / você sabe bem que não pode estar no lugar das vítimas, a não ser como signo / sabe também que alguém precisa fazer o trabalho sujo, o exercício impossível de se colocar no lugar do outro / você faz o gesto arriscado não apenas de se transformar em corpo signo, mas também mão que escreve, boca que fala / você não se coloca apenas no lugar da vítima, mas no lugar do mandante, daquele que planeja a cena / você apresenta teu corpo como substituto de algo que é intolerável / reencena aquilo que não pode ser nomeado / ao colocar nosso olho no visor da arma, você assinala as posições, arquiteta a cena, estuda as formas de se colocar como alvo / há quem aponte o celular para o visor da arma, há quem filme o espectador que enquadra a mira do fuzil / mira dentro da mira, mira metalinguística / você cria recortes dentro dos espaços de arte para sinalizar zonas de privilégio e zonas de abjeção / corpo signo corpo substituto / índice das pegadas de sangue cujos trajetos efêmeros circundam os prédios públicos /Tom Nóbrega

 
	10 Idem ibid., p. 45.

	
	realização coleção moraes-barbosa [pedro barbosa e patrícia moraes] // organização, produção executiva e expografia: cris ambrosio, pontogor // texto: tom nóbrega // cartaz: camila bigliani, pontogor // maquete 3d: pontogor // montagem: cris ambrosio, pontogor // transporte: ivanildo josé alves // tradução e legendagem: cris ambrosio // redes sociais: bruno baptistelli, erica ferrari // recepção: erika silva // serviços gerais: joseane da silva, celia regina alves lima // arquivo: karol pinto, leila zelic // impressão: gráfica cinelândia // adesivagem: omamulti // agradecimento: deyson gilbert
	
</description>
		
	</item>
		
		
	<item>
		<title>Exposições_barganha</title>
				
		<link>https://moraes-barbosa.com/Exposicoes_barganha</link>

		<pubDate>Fri, 16 Sep 2022 16:44:31 +0000</pubDate>

		<dc:creator>coleção moraes-barbosa</dc:creator>

		<guid isPermaLink="true">https://moraes-barbosa.com/Exposicoes_barganha</guid>

		<description>
	A BARGANHA
Khadyg Fares (org.)[english version]
abertura 24 de setembro 2022visitação 24.09 - 10.12.22quarta a sexta, das 13h às 19hsábados das 11h às 19hentrada gratuitatravessa dona paula, 120são paulo - sp
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Martine Syms, Notas sobre gesto (quadro), 2015Vídeo em canal único (cor e som)10'27" em loopCortesia da artista e Bridget Donahue, NYC.


	A exposição apresenta trabalhos cujo terreno comum é o embate inerente à assimetria de forças, acordos permeados pela tensão, em que são disputadas imagens, memórias, gestos e sons. Os materiais reunidos expressam dinâmicas de poder, repetições e barganhas, e carregam marcas de um colonialismo interno e externo. Agon (αγων) abarca as noções contraditórias de conflito, embate físico, assembleia e celebração por meio da luta; desses atritos da produção de sentido, na agonia da negociação, surge um espaço possível de ocupação e debate.
  
	

	Maria Theresa AlvesDenilson BaniwaLima BarretoRaphael EscobarCarmela GrossMona HatoumKiluanji Kia Henda


	

Emily JacirCinthia MarcelleGraciela Gutiérrez MarxCameron RowlandGuilherme StudartMartine SymsOriol Vilanova

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Fotos: Ding Musa

	
	
Realização coleção moraes-barbosa [Pedro Barbosa e Patrícia Moraes] // concepção &#38;amp; organização: Khadyg Fares // produção executiva: Cris Ambrosio, Deyson Gilbert, Frederico Filippi, Pontogor // material gráfico: Cris Ambrosio, Pontogor // montagem: Cris Ambrosio, Deyson Gilbert, Frederico Filippi, Khadyg Fares, Pontogor // transporte: Frederico Filippi, Ivanildo José Alves // elétrica: Deyson Gilbert, Pontogor // redes sociais: Bruno Baptistelli, Erica Ferrari // recepção: Erika Silva // serviços gerais: Joseane da Silva, Celia Regina Alves Lima // agradecimentos: Ding Musa, Ilma Guideroli, Ricardo Sardenberg, Yanet Aguilera
	
</description>
		
	</item>
		
		
	<item>
		<title>Exposições_Leslie Thornton</title>
				
		<link>https://moraes-barbosa.com/Exposicoes_Leslie-Thornton</link>

		<pubDate>Wed, 06 Jul 2022 00:13:29 +0000</pubDate>

		<dc:creator>coleção moraes-barbosa</dc:creator>

		<guid isPermaLink="true">https://moraes-barbosa.com/Exposicoes_Leslie-Thornton</guid>

		<description>
	
	

	O tom que a maioria das pessoas 
prefere para a voz feminina é 
um 
lá bemol abaixo do dó central

4 vídeos de Leslie Thornton(org.)
Cris Ambrosio, Deyson Gilbert, Frederico Fillippi e Pontogor
english version
abertura 9 de julho 2022visitação 09.07 - 27.08.22quarta a sexta, das 13h às 19hsábados das 11h às 19hentrada gratuitatravessa dona paula, 120são paulo - sp
	
	Uma urdidura de vozes, imagens, sobreposições de relatos e descrições, encruzilhadas éticas e meditações científicas surgem na produção da artista estadunidense Leslie Thornton desde o seu início na década de 70. Esta mostra, cujo título vem do primeiro filme da série “Peggy and Fred in Hell”, abrange trabalhos de diferentes momentos da carreira de Thornton e tem como foco central o experimental “There was an Unseen Cloud Moving” (1988). Nesse filme, a figura da viajante independente, nômade convertida ao Islã, poeta e romancista suíça Isabelle Eberhardt é reconstituída por meio de uma colagem de representações na qual fragmentos em rota de colisão se fundem e a verdade dos fatos é submetida ao deserto fluído das indefinições. Nessa tessitura complexa de falas, silêncios e sobreposições, reverberam conflitos de identidade, gênero e poder, concatenados à performatividade contraditória dos discursos e das imagens.
	


	
	X-TRACTS (1975)
em parceria com Desmond Horsfield
8’30’’, filme 16 mm digitalizado
Peggy and Fred in Hell	: The Prologue (1985)


 

21 min

filme 16 mm digitalizado,

p&#38;amp;b, som.

Cortesia do Electronic Arts Intermix (EAI)

 
There Was an Unseen Cloud Moving (1988)
61’17’’, p&#38;amp;b e cor, som

Cortesia do Electronic Arts Intermix (EAI)


Cut From Liquid To Snake (2018)
26’, vídeo HD, 

p&#38;amp;b e cor, som
, loop,




&#60;img width="613" height="463" width_o="613" height_o="463" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/39036404380ea053baa6af2b8c019cd1ec8927987d81a31bb82d9ef5531dee02/ezgif.com-gif-maker-2.gif" data-mid="147230564" border="0"  src="https://freight.cargo.site/w/613/i/39036404380ea053baa6af2b8c019cd1ec8927987d81a31bb82d9ef5531dee02/ezgif.com-gif-maker-2.gif" /&#62;

	


	
	

	


	Eixos de mistérios em forma de imagem: a areia do deserto escorrendo como água e os
músculos sopranos ondulantes. Linhas cujo cruzamento aponta para a descrição objetiva
ipsis litteris da natureza que, na sua literalidade, converte-se em enigma.


	

	&#60;img width="1920" height="1080" width_o="1920" height_o="1080" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/ab66abe8a8c2e881e67c5f84da5affdfd7a64331793569c29cce5ff61ced721d/Screen-Shot-2022-07-08-at-17.31.27.png" data-mid="166129295" border="0"  src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/ab66abe8a8c2e881e67c5f84da5affdfd7a64331793569c29cce5ff61ced721d/Screen-Shot-2022-07-08-at-17.31.27.png" /&#62;
A areia em movimento acelerado mimetiza a água escassa do deserto que, sob a forma de chuvas e cheias de rios, causa alagamentos relâmpagos: há quem se afogue no deserto. Assim morreu Isabelle
Eberhardt (1877 – 1904), a figura central em There
was unseen cloud moving (Havia Uma Nuvem Não-vista Se Movendo, tradução nossa). Leslie
Thornton constrói um retrato de sobreposições da viajante independente, nômade convertida ao Islã,
poeta e romancista, apontando para informações concomitantes, ora conflitantes, que compõem
sua amplamente documentada e múltipla vida: a juventude na Suíça, seus escritos em ficção e
diários, sua vida na Argélia como a persona masculina Si Mohamed. As vozes dessa urdidura estão
em constante enlaçamento, vindas de direções
movediças, sequenciando relatos, descrições, interpretações e leituras em uma colagem multidi-mensional que coloca em evidência o próprio fazer e a composição de sentido, que não se submetem
à redução dicotômica de Eu x O Outro. O Eu são
vários, O Outro é Eu.

Hélène Cixous, nascida na Argélia trinta anos depois da morte de Eberhardt, é autora dos ensaios
“O Riso da Medusa” e “Sorties”, ambos de 1975, nos quais é apontado que a história do pensamento ocidental, necessariamente masculina, branca, dominadora e dominante, foi construída sob a
égide da oposição e, portanto, do binarismo e da
dicotomia.
 &#60;img width="1421" height="1061" width_o="1421" height_o="1061" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/e7194e42c8d7ce6194048fa8d037b24ac1476bcde3cd5e97677ea3ce0a5619b9/LT-Still.png" data-mid="166129282" border="0"  src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/e7194e42c8d7ce6194048fa8d037b24ac1476bcde3cd5e97677ea3ce0a5619b9/LT-Still.png" /&#62;

Onde está ela?

Atividade/passividade,
Sol/lua,
Cultura/natureza,
Dia/noite,
Pai/mãe,
Cabeça/coração,
Inteligível/sensível,
logos/pathos

forma, convexo,
passo, avanço, semen,&#38;nbsp;
progresso.
conteúdo, côncavo,
superfície — onde os
passos são galgados,
superfície de
recepção e sustentação.
Homem
-------
Mulher
“Sorties”, Hélène Cixous.Também em 1975, Leslie Thornton lança seu primeiro trabalho em vídeo, X-TRACTS. A fragmentação da voz e do discurso em unidades fonéticas apontará para outros tipos de fragmentos que surgirão em seus filmes subsequentes. Em Peggy and Fred in Hell: the Prologue, o fragmento se dá na alternância entre as filmagens das crianças com imagens e sons de arquivo: é de um deles que sai o título desta exposição. Um locutor de ares de cine reportagem dos anos 40 categoriza e sentencia os tons de vozes ideais dentro dos parâmetros feminino/ masculino, agudo/grave, aqui/Lá. Mas um pouco antes, nos vemos diante de uma esfinge em forma de cortinas-músculos ondulantes junto de uma vocalização difícil de decifrar tanto como música, tanto como imagem, suscitando curiosidade com sua quase-obscena lembrança de uma vulva sem sê-la, e estranhamento diante da forma animal que não se deixa identificar nem classificar. O mesmo acontece no efeito caleidoscópico do recente Cut From Liquid To Snake. No desencontro do que se vê e do que se escuta, duplas teimam em não se opor. Condensações de paralelos e sincronias de difícil assimilação descritiva escorrem pela fenda de um espelhamento instável onde natureza e abstração se fundem multiplexadas. O escudo de Palas Atena foi nomeado Égide: nele, a cabeça cortada da Medusa. A subversão da ordem vigente - política, estética, discursiva - pressupõe a reavaliação da lógica de pensamento que a sustenta. A Medusa sorridente e bela, e não terrível e decapitada, convida à escritura e ao ressoar da voz desobediente às delimitações do gênero: cinema hollywoodiano/cinema de autor, vídeo experimental/vídeo de massa, vídeo caseiro/ vídeo profissional, imagem encontrada/imagem original. A linguagem audiovisual de Leslie Thornton entrecruza categorias, atenua contornos, deshierarquiza, toma como O Outro a si próprio, e como Eu o Outro.




Cris Ambrosio



	

	&#60;img width="697" height="1024" width_o="697" height_o="1024" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/0b4f8c152e4fdbd78e2ac929a06afeea62158a5ad2bbfa214f0476f946b6e90c/ob_997e6e_isabelle-eberhardt-a-te-nes-chez-l.jpeg" data-mid="166227598" border="0"  src="https://freight.cargo.site/w/697/i/0b4f8c152e4fdbd78e2ac929a06afeea62158a5ad2bbfa214f0476f946b6e90c/ob_997e6e_isabelle-eberhardt-a-te-nes-chez-l.jpeg" /&#62;

	

	I. Eberhardt à cavalo em Ténès, no livro de Robert Randau, Notes and Souvenirs.
Anteriormente: filmagem de cordas vocais em Peggy and Fred in Hell, que aparecem ao som da cantora peruana Yma Sumac e trechos de “Rinaldo”, de Handel.&#38;nbsp;
	
	
</description>
		
	</item>
		
		
	<item>
		<title>Exposições_Horror Vacui</title>
				
		<link>https://moraes-barbosa.com/Exposicoes_Horror-Vacui</link>

		<pubDate>Thu, 05 May 2022 16:58:05 +0000</pubDate>

		<dc:creator>coleção moraes-barbosa</dc:creator>

		<guid isPermaLink="true">https://moraes-barbosa.com/Exposicoes_Horror-Vacui</guid>

		<description>
	
	
	

	HORROR VACUI

Pontogor (org.)abertura 7 de maio 2022
visitação 07.05 - 26.06.22quarta a sexta, das 13h às 19hsábados das 11h às 19hentrada gratuitatravessa dona paula, 120são paulo - sp
	
	&#60;img width="3508" height="4961" width_o="3508" height_o="4961" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/4400fcbaac5813a6c9e432dd5965d160275bc27570216c529cbcf60cd5badb09/2corrigido-HORROR-VACUI-para-poster-copiar-copy.jpg" data-mid="141767488" border="0"  src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/4400fcbaac5813a6c9e432dd5965d160275bc27570216c529cbcf60cd5badb09/2corrigido-HORROR-VACUI-para-poster-copiar-copy.jpg" /&#62;
	


	
	
&#60;img width="2119" height="1413" width_o="2119" height_o="1413" data-src="https://freight.cargo.site/t/original/i/ed029def4d152aadd560f691bf31659a3eeae2c8ed5b47926df0dc026c0abd22/_DIN6310.jpg" data-mid="145302531" border="0"  src="https://freight.cargo.site/w/1000/i/ed029def4d152aadd560f691bf31659a3eeae2c8ed5b47926df0dc026c0abd22/_DIN6310.jpg" /&#62;
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