Exposições



Desde 2012, a cmb realiza exposições partindo do seu acervo e da produção artística recente. “Geometrias" foi a exposição que inaugurou o primeiro espaço da coleção e teve texto curatorial escrito por Paulo Miyada. No mesmo local, no bairro de Pinheiros em São Paulo, também foram promovidas residências artísticas para profissionais vindos de fora do Brasil.

Nos anos seguintes, as mostras abordaram o experimentalismo conceitual dos anos 60 e 70, o feminismo dos anos 80 e a produção contemporânea latino-americana, priorizando materiais impressos, audiovisuais e efêmera, além de performances e práticas híbridas.

Em novembro de 2021 a cmb abriu seu novo espaço, localizado na Vila Operária da Travessa Dona Paula, em São Paulo. 









4 vídeos de Leslie Thornton


org. Cris Ambrosio, Deyson Gilbert, Frederico Filippi e Pontogor

2022

A Medusa sorridente e bela, e não terrível e decapitada, convida à escritura e ao ressoar da voz desobediente às delimitações do gênero: cinema hollywoodiano/ cinema de autor, vídeo experimental/vídeo de massa, vídeo caseiro/vídeo profissional, imagem encontrada/imagem
original. A linguagem audiovisual de Leslie Thornton entrecruza categorias, atenua contornos, deshierarquiza, toma como O Outro a si próprio, e como Eu o Outro.





Estado de Possessão: notas para uma estética da tortura


Cris Ambrosio + Deyson Gilbert (org.)

2021


Para uma definição do conceito de possessão: em sentido estrito, drama ideológico instaurado no campo das consciências pelo conflito de duas ou mais entidades a conclamar, a um só instante, posse de um mesmo semblante. Em forma dilatada, categoria encruzilhada: trajeto espiritual dos seres esquartejados pelas lâminas histórico-políticas dos territórios, corpos e símbolos (demonologia dos pesos, dos passes e das posses). Em punção direta: desencontro e conciliação fraturada entre o plano das imagens, das coisas e das inclinações. Em suma: o exorcismo dos olhos contra o suor das mãos e a saliva dos cus.






Reté


Camilo Godoy

2018

Reté é a palavra ‘corpo’ na língua tupi. Os Tupi viveram na atual São Paulo antes da colonização portuguesa. No âmbito da SP-Arte, o artista Camilo Godoy apresenta uma exposição que reúne materiais da coleção moraes-barbosa. Por meio desse projeto, Godoy aborda a representação do corpo humano na dança e na performance.





Acordo de Confiança


Jacopo Crivelli + Olivia Ardui

2017

A partir do conceito de “acordo” — que em alguns casos torna-se “contrato”, com suas cláusulas e obrigações, e em outros, “pacto” implícito e informal —, a exposição se configura como um convite a uma reflexão sobre os jogos de poder e sobre os conflitos de interesse, que, desde sempre e não apenas no Brasil, regulam a sociedade e, mais especificamente, o sistema da arte.




Em Xeque


Olivia Ardui

2013

Na segunda exposição realizada pela coleção moraes-barbosa, a metáfora do jogo de xadrez é utilizada para abordar as conjunturas sociopolíticas atuais, tendo princípio do jogo como uma alusão à dinâmica de um mundo globalizado que funciona na dinâmica de um tabuleiro onde se desenrolam disputas por posições estratégicas, recursos naturais ou zonas de influência.



Horror Vacui


Pontogor (org.)

2022

A coleção moraes-barbosa apresenta a exposição Horror Vacui, com organização do artista e ex-bolsista do programa de pesquisa da coleção. A exposição se apresenta como um desdobramento do resultado da pesquisa de Pontogor na coleção, que investiga as diferentes manifestações do vazio na arte. “O desejo de ver é assim desviado para um convite à ação; as relações entre o que e como está sendo representado se aglutinam na produção de uma subjetividade em fazer.”*
*trecho do texto ‘The Blind Viewer’ [‘O Espectador Cego’] de Helena Vilalta.







Redes, Colaboração e Resistência entre Portugal e Brasil, 1962-1982


Rui Torres: Galerias Municipais de Lisboa

2021

Ao identificar formas análogas de expressão que constituem atos comuns de resistência em Portugal e no Brasil, ainda que em tempos diferentes e em diálogo com comunidades distintas, torna-se possível observar uma intervenção social vital, promovendo uma ação poética e política, acionada por operações críticas de reinvenção da leitura e da escrita, da participação e da produção, da liberdade e da resistência.





Still Guerrilling Girls: a causa feminista nos museus de arte


Diana Dobránszky

2016

Partindo do pressuposto de que os museus de arte deveriam apresentar em seus espaços a diversidade cultural de uma sociedade, as Guerrilla Girls defendem uma ética da representatividade em instituições culturais. Esse grupo de ativistas feministas aborda a questão da discriminação apontando para os dois principais motivos que as originam: séculos de história patriarcal e as relações de poder e dinheiro que permeiam as instituições, museus e galerias de arte.








Arte como projeto como livro


Diana Dobránszky

2015

Um segmento importante da coleção moraes-barbosa é constituído por folhetos, pôsteres, livros de artista e álbuns em vinil de alguns dos mais importantes artistas conceituais das décadas de 1960 e 70. Com o intuito de disponibilizar o acesso de um público mais amplo a esse material, a exposição Arte como Projeto como Livro apresenta livros, obras e vinis de Douglas Huebler, Lawrence Weiner, Robert Barry, Seth Siegelaub e Stanley Brouwn.






Geometrias


Paulo Miyada

2012

Geometrias foi a primeira exposição da coleção moraes -barbosa em 2012. Organizada como um recorte da coleção, privilegiando obras de jovens artistas que explorassem recursos da geometria e cartografia, contou com a participação do curador Paulo Miyada em ensaio especialmente escrito a partir do tema e das obras expostas.